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Emma Mackey concedeu uma entrevista para o site espanhol S Moda e falou sobre Eiffel, Emily, sua dupla cidadania e mais. Confira:

O Eurostar, o trem que conecta Paris a Londres, é provavelmente a melhor metáfora para a cabeça de Emma Mackey. Seu espírito animal. Além de ser o caminho que mais fez na vida, segundo ela própria confessa. Filha de pai francês e mãe britânica, Emma Mackey (25 anos) nasceu em Le Mans, França, no coração da região do Loire. Ela passou toda a sua infância e adolescência lá, fugindo nos verões para a Inglaterra com sua família materna. Crescendo na França, ela se sentiu inglesa, e quando se mudou para o Reino Unido aos 17 para estudar Língua e Literatura Inglesa na Universidade de Leeds, ela começou a se sentir mais francesa. Ela não pode lutar contra essa dualidade, contra aquele sentimento estranho em suas duas casas. “Já aceitei que não sou a mesma pessoa nas duas línguas, porque o meu sentido de humor, a minha cabeça e o meu vocabulário mudam dependendo da cultura em que me expresso”, reflete. “Acho mais interessante à medida que vou envelhecendo, já não sinto que tenho que escolher um ou outro. Demorei um pouco, mas aqui estou. É um presente e sou muito grata, principalmente à minha mãe, que trabalhou muito para que meus irmãos e eu pudéssemos falar inglês em casa”.

E parece que o Eurostar continuará sendo a terceira casa de Emma Mackey nos próximos anos. A atriz vai continuar a tirar partido dessa dualidade e bilinguismo (embora a sua palavra preferida em espanhol seja “foder”, aprendida com uma das suas melhores amigas em Londres). Depois de alcançar a fama com seu primeiro papel, a da honesta e um tanto rebelde Maeve em Sex Education, a atriz tem grandes projetos nos dois países, nas duas línguas. Eiffel, um drama romântico em que interpreta Adrienne, o grande amor de Gustave Eiffel (interpretado por Romain Duris), autor da torre parisiense que Mackey, com vergonha de admitir, nunca subiu. E Morte no Nilo, a adaptação do romance homônimo de Agatha Christie, dirigido por Kenneth Branagh com um elenco estelar (Gal Gadot, Annette Bening, Jennifer Sanders). Mackey passou o lockdown em Córsega, na casa dos pais no campo, retomando a leitura e a contemplação que um ano e meio de atenção midiática lhe roubaram.

Como Sex Education tem sido um grande sucesso (mais de 40 milhões de espectadores, segundo dados oficiais), parece que está na indústria há mais tempo, mas só se passaram dois anos desde sua estreia. Você ainda tem momentos em que não acredita no que está acontecendo com você?

Sim, o tempo todo. Nunca tomo nada como garantido e parece tão absurdo que me dedique a isso, que trabalho com essas pessoas, que me coloco na pele de uma personagem, que posso viver noutros países. Não sei se algum dia vou superar esse sentimento. Suponho que seja um clássico entre jovens atores, mas me sinto uma impostora na maior parte do tempo. O que estou fazendo aqui? Por que estou aqui? Tem certeza que me quer? Acho que o importante é encontrar o equilíbrio entre a síndrome do impostor, sentir-se um pouco deslocado e aceitar que você tem permissão para estar aqui, que tem algo a oferecer para continuar crescendo e ser uma pessoa melhor amanhã. Suponho que é bom estar sempre com aquela dúvida, querer continuar aprendendo todos os dias, é bom se sentir assim mesmo que seja um pouco assustador.

Por causa da pandemia, você teve que filmar a terceira temporada de Sex Education e Eiffel ao mesmo tempo?

Filmamos a primeira parte de Eiffel um pouco antes de tudo começar e continuamos depois, com todas as medidas de segurança. Além disso, nesta segunda parte filmamos o flashback, a história de como Adrienne e Gustave Eiffel se conheceram em Bordéus quando ela ainda tinha 18 anos, como se apaixonaram e estavam prestes a casar até que o pai os impediu, por isso foi fácil voltar a isso, quase parecia um filme diferente (outro guarda-roupa, outro penteado…). Durante a semana filmava a série e nos finais de semana o filme. Foi meio louco esses dois meses, mas não estou reclamando, estou feliz com tudo que está acontecendo comigo.

Ainda não foi lançado nos cinemas, mas eles já chamam Eiffel de ‘o Titanic francês’. É uma grande produção francesa.

Sim, não sei se Martin Bourboulon, o diretor, tinha isso em mente quando estávamos trabalhando no filme, mas acho a comparação engraçada. Suponho que seja porque Titanic é um filme emblemático que representa o amor à primeira vista, com aquele elemento histórico do Titanic, sabíamos o que ia acontecer com o navio e também sabemos que a Torre Eiffel, apesar das dificuldades que o filme mostra, ia acabar sendo construída. Mas o suspense e o ritmo são mantidos pelo romance, pelo que acontece com esses dois personagens, então suponho que haja alguma semelhança, mas estamos fazendo nosso próprio filme. E eu, enquanto me preparava para minha personagem, não pensei em nenhum momento em nenhum filme, ou em outras mulheres. Adrienne existiu mesmo, mas só se sabe o nome dela, que era de boa família e que quase se casou com Eiffel, tivemos muita liberdade para inventá-la.

Eiffel é o primeiro filme que Emma Mackey filmou em francês. Também marcou sua estadia mais longa na França, depois de deixar o país aos 17 anos para estudar na universidade. Depois de se formar, ela se mudou para Londres e começou a ter aulas de atuação. Ela trabalhou como babá enquanto fazia audições. Graças a um professor ela conseguiu um agente e foi assim que surgiu o casting de Sex Education. Através da série, ela emergiu da noite para o dia como uma face visível da Geração Z, aberta para falar sobre sexo, identidades sexuais e de gênero e abuso. No terceiro episódio da primeira temporada, sua personagem realizou um aborto. A masturbação feminina não é tabu. “A série colocou um nível ridiculamente alto para meus próximos projetos”, ela confessa. E agora ela está em busca de propostas “que contribuam com algo para o espectador”. Mas talvez tentando vencer aquela pressão e cansada de se confundir com Maeve, perguntei o que as unia (honestidade, ela repetia sem parar). Em seu salto para o cinema ela foi para o outro extremo: histórias de época, épicos, grandes romances. Nisso coincidem Morte no Nilo, Eiffel e o último filme que fez, Emily, onde interpreta Emily Brontë. O Morro dos Ventos Uivantes foi um dos livros que ela leu durante o lockdown, preparando-se para um papel que parecia feito para ela. “Estudei Literatura Inglesa em Leeds, com este filme voltei a Yorkshire, interpretando uma escritora… parece que temos muita coisa em comum”, diz a atriz. E avisa que, como Eiffel, “não é um filme biográfico. É a interpretação de certos elementos biográficos da vida de Emily, de sua família, entrelaçados com elementos de O Morro dos Ventos Uivantes, o único romance que publicou.”

Foi muito diferente filmar em francês?

Sim, foi. Mas não tanto pelas filmagens em si, mas pelo fato de voltar à França depois de tanto tempo, voltando já adulta, depois de ter saído aos 17 anos. Estou completamente diferente agora. Que meu primeiro filme em francês é sobre a Torre Eiffel, com Romain Duris, que é um dos atores franceses mais requisitados… Eu me pressiono muito e é estranho porque passei mais anos da minha vida na França do que no Reino Unido, mas como sinto que a minha maioridade aconteceu na Inglaterra, estava nervosa em voltar a ser francesa. É por isso que acho que demorei alguns dias para me sentir feliz e segura com meu lado francês.

Você já pensou o que teria acontecido se você não tivesse feito o teste para Sex Education?

Tento não pensar nisso, nunca pensei nisso. Sim, mudou completamente a minha vida e é um pouco louco a rapidez com que tudo aconteceu, mas sinto que estou aqui por uma razão e que tudo o que aconteceu, as escolhas que fiz, me levaram para onde eu sou hoje. Tento lidar com isso dia após dia, e também sei que quero fazer muitas coisas, não apenas atuar. Quero viver outras coisas, tenho planos na cabeça, sonhos de outros mundos e de criar algo.

Quais são esses sonhos ou outros mundos que você deseja explorar?

Na verdade, é um pouco na mesma área, eu gostaria de dirigir um dia, ter confiança para começar a escrever e dirigir. E também quero voltar a trabalhar para alguma instituição de caridade. Além disso, eu era tradutora, gostaria de poder continuar estudando idiomas. Embora o que eu mais penso ultimamente seja a permacultura e a agricultura orgânica, ser útil para a comunidade é muito importante para mim.

A terceira temporada de Sex Education estará disponível na Netflix em 17 de setembro. Eiffel tem estreia marcada para 13 de outubro na França.


Fonte: S Moda
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Eiffel, filme francês estrelado por Emma Mackey e Romain Duris, abriu o Festival de Cinema Francófono de Angoulême na terça-feira, 24. A atriz compareceu ao festival acompanhada do seu colega de elenco, do diretor Martin Bourboulon e da produtora Vanessa Van Zuylen.

Categorias: Eiffel Evento Filme
13 de agosto de 2021
Post publicado por equipe embr

Para a divulgação de seu primeiro filme francês, Eiffel, Emma Mackey estampa a capa da nova edição da Elle França, com fotos por DANT Studio. Além do photoshoot, a atriz concedeu uma entrevista para a revista e falou sobre o filme, como foi voltar ao set para as gravações da terceira temporada de Sex Education e mais. Confira:

Podemos facilmente imaginar você sendo inglesa, não podemos?

Nasci em Sablé-sur-Sarthe, minha mãe é inglesa, meu pai francês. Mas eu cresci em uma bolha britânica com meus irmãos. Entre nós, falávamos inglês. E eu pegava a balsa Caen-Portsmouth regularmente para passar uma semana com meus avós, que me levavam ao teatro ou ver um musical.

Você sempre sentiu gosto em atuar?

Eu costumava fazer esquetes em casa, chamava de minha ‘hora da loucura’, era uma forma de tirar a adrenalina ao voltar da escola. Isso acontece comigo as vezes. Eu só queria fazer minha família rir, dançar, se fantasiar. Halloween é meu pior pesadelo. Na verdade, não gosto de me fantasiar ou que me digam o que fazer… mas gosto de ser atriz.

Como você lida com o que as pessoas falam a seu respeito?

Eu me protejo muito mais do que antes porque percebi que tinha cada vez menos controle sobre minha vida, minha agenda, meus movimentos e o Covid apenas exacerbou esse sentimento. Temos que saber dedicar parte do nosso tempo às coisas que nos fazem bem, que têm significado.

Você é a heroína de milhões de adolescentes graças à série Sex Education da Netflix.

Eu terminei a terceira temporada em março, estávamos filmando em público novamente, havia paparazzis. Tive palpitações, ansiedade, como uma volta estranha à realidade. Netflix é uma onda, você fica muito conhecida agora, e daqui a dois meses será outra. E está bom assim. Não quero estar em todas as publicações.

Você parece não gostar muito das redes sociais, o que é raro para a geração do milênio…

Estou convencida de que quanto menos você souber, melhor. Não estou entrando no Instagram agora, estou aprendendo a administrar. Todos fazem o que querem, mas onde está o mistério se publicamos o que ouvimos, o que comemos, o que vemos o dia todo? Como podemos acreditar no que você posta?

Como você se tornou atriz aos 20 anos?

Quando eu tinha 7 anos, disse à minha mãe: ‘Quero ir para a universidade na Inglaterra.’ Eu era uma boa aluna e gostava de trabalhar, de aprender. Quando me formei no ensino médio, lembro-me de gritar: ‘Vou embora, vou para Leeds!’ Nada era dado como certo, mas eu estava feliz, tinha 17 anos. Escolhi Letras e Literatura. Eu poderia ter cursado História e Geopolítica, poderia ter trabalhado na ONU. Uma coisa levou à outra, das aulas de teatro às apresentações, um amigo me arrastou para fazer um teste para uma comédia musical, consegui um papel. E assim por diante. Depois de três anos de faculdade, liguei para minha mãe para dizer: ‘Estou me mudando para Londres, quero ser atriz. Vou cuidar de tudo, vou arrumar um emprego, não se preocupe com nada.’ Eu era au pair durante a semana, trabalhava em uma loja nos fins de semana, ia às aulas de teatro às quartas-feiras e fazia audições ao mesmo tempo. Então meu professor me recomendou a um agente. Consegui meu primeiro papel dois meses depois, e seis meses depois, Sex Education.

Parece que foi vendo os filhos assistindo a série que a produtora de Eiffel, Vanessa van Zuylen, quis te conhecer…

Sim, daí veio Eiffel, Morte no Nilo (de Kenneth Branagh), e ainda me pergunto como eles poderiam ter pensado em mim quando viram essa menina com cabelo de algodão doce… No início, nem sequer queria fazer Sex Education, eu pensava: ‘O que eu vou fazer pelada em um show como esse?’ Eu era muito ingênua. Mas parte de mim sentia que a série seria enorme, que o assunto ia mexer com as pessoas. E então você tinha que pagar o aluguel. Os planetas estão alinhados. Não quero ser uma ‘atriz Netflix’, apesar de ter crescido profissionalmente graças a ela.

Você é a protagonista de Eiffel, uma superprodução fantástica.

Eu não conhecia o diretor ou Romain Duris, eu tinha acabado de ver L’Arnacœur e L’Auberge Espagnol… e fui me atualizando! Mas eu sabia que Duris era alguém íntegro, não comercial, que escolhia seus papéis, e eu gostei disso. E eu queria fazer cinema francês, precisava de um projeto para trabalhar. Este filme marca o meu retorno à minha terra natal, como uma mulher de 23 anos, e é um pouco mágico. Não tive um casting, tudo correu muito rápido, havia uma energia louca entre a equipe e nós, uma vontade real, estávamos todos felizes em estar lá. Quando você pensa no trabalho que representou, nos intervalos de filmagem, foi elétrico. Atuando em francês, fazendo um filme de época, usando espartilho…

Estamos impressionados com a modernidade que você traz não só para o espartilho, mas também para o filme, que não cai nos clichês de um filme de ‘época’.

No entanto, quase fiz como a Emma Watson! Em ‘A Bela e a Fera’, ela se recusou a usar um espartilho. Na verdade, o espartilho acabou me ajudando com a postura, com a voz…

Como Emma Watson, você faz parte de uma geração que tenta mudar os códigos do cinema…

#MeToo chegou ao mesmo tempo que Sex Education, fazemos parte do mesmo movimento de libertação e respeito. E se hoje tenho meios para me proteger e me fazer ouvir, devo isso a série. Para cenas de intimidade, principalmente.

Há uma cena de amor particularmente muito bonita e sensual em Eiffel.

Conversamos muito sobre isso com o diretor e graças a Sex Education, onde tínhamos uma coordenadora de intimidade. No dia da gravação da cena, juntamos o tempo, os movimentos, foi como uma dança, e eles me tranquilizavam, me ouviam, não zombavam de mim, me deixavam sair do set: era eu, Martin e Romain no quarto, me sentindo totalmente confiante. Ficarei feliz se a harmonia que pude sentir naquele dia for vista na tela.

Você se reconhece nesses novos códigos?

Acho que falta paciência entre as pessoas da minha geração. Eu sou a primeira a ficar impaciente. Espera-se que todos estejam no mesmo nível, que todos saibam o que as palavras significam, seja sobre o feminismo ou de outros movimentos essenciais que atravessam a sociedade: #MeToo, Black Lives Matter, ecologia, clima, a forma de comer. Gostaria que explicássemos, que educássemos, que ouvíssemos mais. Você tem que ter tempo se quiser mudar hábitos a longo prazo. Em vez disso, atacamos imediatamente. Estamos na emoção, na frustração. Falta tato, falta nuance. As redes sociais não ajudam: é a repetição, o relacionamento interpessoal, a instantaneidade, ficamos entorpecidos e isso é uma pena. Vivemos numa era que vai de um extremo ao outro. Mas vamos acabar encontrando o equilíbrio certo.


Fonte: ELLE França
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Categorias: Eiffel Entrevista

O primeiro trailer de Eiffel, filme francês estrelado por Emma Mackey e Romain Duris, foi lançado em junho pela Pathé, distribuidora do filme. Confira o trailer legendado por nossa equipe:

Tendo finalizado sua colaboração na Estátua da Liberdade, o célebre engenheiro Gustave Eiffel (Romain Duris) está no topo do mundo. Agora, o governo francês está pressionando-o para projetar algo espetacular para a Feira Mundial de Paris de 1889, mas Eiffel simplesmente quer projetar o metrô. De repente, tudo muda quando Eiffel cruza com uma mulher de seu passado, Adrienne Bourgès (Emma Mackey). Sua paixão há muito perdida e proibida o inspira a mudar o horizonte de Paris para sempre. Você nunca mais vai olhar para a Torre Eiffel da mesma maneira.

O filme estreia em 25 de agosto na França. Sem previsão de estreia no Brasil.

Categorias: Eiffel Filme

Em uma entrevista exclusiva com a Variety, Frances O’Connor falou sobre seu filme de estreia como roteirista e diretora, Emily, estrelado por Emma Mackey e que trará à vida o mundo da autora Emily Brontë nos anos que antecederam a criação de seu romance O Morro dos Ventos Uivantes.

Como atriz, O’Connor teve uma carreira de sucesso, aparecendo em filmes como Armadilhas do Coração e A.I.: Inteligência Artificial e séries como Madame Bovary e The Missing, com as duas últimas ganhando uma indicação ao Globo de Ouro.

Há cerca de 10 anos, o amor por Emily Brontë a levou a começar a escrever um roteiro sobre a vida da autora. “Ela é uma personagem muito inspiradora, mas sabemos muito pouco sobre ela”, diz ela. “E há certas questões que eu estava interessada em explorar sobre ser autêntica como mulher, e senti que é algo com que ela realmente fala.”

Emma Mackey, cuja fama cresceu rapidamente interpretando a protagonista feminina no sucesso da Netflix, Sex Education, um papel que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA, estrela como Emily. Desde então, Mackey foi escalada para um papel principal no próximo filme de Kenneth Branagh para a 20th Century Studios, Morte no Nilo, e ela também estrela com Romain Duris em Eiffel.

Oliver Jackson-Cohen interpreta Weightman, o namorado de Emily. Eles são acompanhados por Fionn Whitehead como Branwell Brontë – o irmão enigmático e rebelde de Emily. Amelia Gething é Anne Brontë, a irmã mais nova de Emily. Alexandra Dowling é Charlotte Brontë, a competitiva e talentosa irmã mais velha de Emily.

O’Connor sentiu-se atraída por Emily Brontë e como “ela era uma pessoa incrivelmente autêntica e era ela mesma. E eu acho que é uma qualidade realmente admirável.” Isso está se tornando cada vez mais relevante agora, quando os jovens estão sob pressão para apresentar uma versão falsa de si mesmos nas redes sociais. “Ela sabia quem ela era, era meio excêntrica e não se encaixava nas normas da garota da porta ao lado. Ela era muito ela mesma e feliz por ser assim”, diz O’Connor.

O filme explora como Emily Brontë encontrou seu verdadeiro eu e como sua vida real e o mundo de sua imaginação alimentaram a criação de O Morro dos Ventos Uivantes. “No início de sua trajetória, ela falhou em algumas coisas. Ela tentou se encaixar, mas era bastante antissocial e realmente não tinha essa capacidade”, diz O’Connor. “Sempre que ela saía de casa, ela ficava doente e não funcionava muito bem e, então, eventualmente, quando ela decidiu que iria apenas se concentrar em seu trabalho em casa, as coisas realmente floresceram para ela.”

Ela acrescenta: “Ela passou por um momento – onde estamos na nossa história – em que decide aceitar quem ela é, e partir nessa aventura para descobrir quem ela é. E ela tenta muitas coisas diferentes para descobrir quem ela realmente é. Ela faz uma verdadeira jornada que ela inicia para descobrir quem ela é. E no final, ela sabe quem ela é, e então a partir disso ela pode escrever e se expressar. Isso é algo em que realmente acredito: que você tem que ter tempo para fazer isso. Mas não se trata de se tornar uma pessoa perfeita, mas se tornar uma pessoa.”

Dois relacionamentos são fundamentais para a história de Emily. O primeiro é o vínculo estreito de Emily com Branwell, que tem um paralelo com aquele entre Heathcliff e Catherine em O Morro dos Ventos Uivantes. O roteiro também explora a dinâmica de poder entre Emily e Charlotte, que se amam ferozmente, mas estão em uma luta constante. “Isso é algo que Emily tem que aceitar, e ela luta por seu espaço para ser quem ela é, ao contrário de sua irmã mais velha, que é alguém que anda no mundo muito mais fácil do que ela. Charlotte é uma organizadora e ela é, de certa forma, como uma mãe substituta”, diz O’Connor.

Weightman é outro personagem-chave na família Brontë e é baseado em uma pessoa real. Ele é um pouco namorador e dá cartões de Dia dos Namorados para as irmãs. “Ele trouxe uma lufada de ar fresco para o presbitério. Houve um período em que era apenas Branwell, Emily e Weightman se divertindo pelo presbitério enquanto outras pessoas estavam longe sendo governantas, ou [professores] na escola.”

O espírito da época em que viveram os Brontës – caracterizado pelo romantismo de escritores como Byron e Shelley – é sentido no filme. Para O’Connor, isso é semelhante aos anos 1960, quando havia “uma busca por um novo tipo de verdade”. No filme, os personagens buscam um “pensamento independente, que é algo que não está muito em evidência [hoje em dia] quando tudo está em alta”.

O filme não parecerá um drama clássico de época. “Nós realmente tentamos nos manter longe disso o máximo possível, e tentamos fazer com que tenha uma qualidade jovial”, diz O’Connor. “Então a câmera se move, mas não fecha em uma cena. Estamos tentando criar um mundo que não seja um documentário, mas que pareça real. E então às vezes vem um estilo um pouco mais clássico.”

Os trajes são autênticos para a época, mas “quando você os vê, eles não parecem fantasias, parecem mais roupas. Novamente, estamos tentando passar por essa coisa de apenas criar um mundo que pareça coeso e real”, diz O’Connor.

Sobre o visual de Emily, ela diz: “Nós a evoluímos porque queríamos esticar o tempo para que ela tenha um arco realmente ótimo em termos de quando ela começa, ela parece muito jovem, e então ela amadurece em algo mais clássico. Alguns personagens evoluem de forma ligeiramente diferente em termos de roupas. Alguns personagens se deterioram.”

Em termos de cabelo e maquiagem, ela diz: “Queríamos criar uma beleza natural para todos, então tudo que você vê é como se você realmente estivesse lá. Essa era a sensação que buscávamos. Essas jovens têm entre 20 e 25 anos, então só tivemos que abrir a câmera para elas ficarem lindas. Então optamos por algo muito natural em termos de maquiagem e cabelo realmente natural. Então, parece que estamos olhando para os verdadeiros Brontës, assim espero.”

A filmagem em um canto remoto, mas bonito, no norte da Inglaterra foi “desafiador”, com o elenco e a equipe técnica enfrentando a natureza isolada do local, as restrições do COVID e as condições climáticas extremas, mas O’Connor foi abençoada com uma equipe de chefes de departamento e produtores muito experientes.

Os chefes de departamento inclui o figurinista vencedor do Oscar Michael O’Connor (Ammonite, A Duquesa, Jane Eyre), o diretor de fotografia Nanu Segal (Fluentes no Amor, The Leveling), o designer de produção Steve Summersgill (Uma Vida Oculta, Saga Jogos Vorazes, O Grande Hotel Budapeste), diretora de elenco indicada ao Emmy, Fiona Weir (Ammonite, Judy, Minha Prima Raquel, Brooklyn), indicada ao BAFTA a cabeleireira e maquiadora Lucy Cain (Killing Eve) e o editor Sam Sneade (Sexy Beast, Reencarnação).

Os produtores são David Barron (franquia Harry Potter, Cinderela, Operação Sombra: Jack Ryan) e Piers Tempest (Unidas pela Esperança, Nosso Amor, A Esposa) com Robert Connolly e Robert Patterson da Arenamedia (The Dry, Sonhos de Papel). O financiamento é da Ingenious Media, com Peter Touche como produtor executivo, e da Spitfire Audio Holdings, The Post Republic e Tempo.

Embankment vendeu o filme para vários territórios, incluindo Reino Unido para a Warner Bros., e França, Alemanha e Suíça foram adquiridas pela Wild Bunch, bem como Itália e Espanha por meio de suas subsidiárias BIM e Vertigo. Outros territórios vendidos foram Portugal (Nos), Benelux (Cineart), Escandinávia (Scanbox), Grécia (Spentzos), Israel (United King), Oriente Médio (Front Row), África do Sul (Filmfinity) e Nova Zelândia (Madman).


Fonte: Variety
Tradução & Adaptação: Emma Mackey Brasil

Categorias: Emily Filme



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