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Durante a divulgação da segunda temporada de Sex Education no início deste ano, Emma Mackey concedeu várias entrevistas e uma delas foi para o site britânico The Telegraph. Confira:

Incomum, para uma personagem de Sex Education, a rebelde de cabelos rosados Maeve (interpretada por Emma Mackey) passa um tempo totalmente livre de sexo na divertida e recém lançada segunda temporada da série.

Enquanto seus amigos perdem as roupas e a dignidade por todo o vale de Welsh Wye (onde se passa a série) como se fossem camaleões carregadores de esteróides, Maeve nem sequer dá um beijo. Ficou solitário para Mackey?

“Foi estranho,” ela ri ao telefonema de Paris, onde Mackey – filha de um pai francês e diretor, e uma mãe inglesa voluntária de caridade – cresceu. Impecavelmente educada, calorosa e com uma ansiedade colegial, Mackey não compartilha nada sobre os obstáculos da sua personagem. “Ainda que pareça como um grande acampamento de verão no set”, ela continua, “parecia mais dissociado do que na temporada passada.”

Em Janeiro passado, vimos os jovens de 16 anos Maeve e Otis (Asa Butterfield) – que deram nome a série distribuindo conselhos sexuais aos colegas por dinheiro – emaranhados em uma pilha enfurecida de oportunidades ruins para levantar um relacionamento. Nesta temporada, a saga do “eles não vão?” continua, mas Otis tem uma nova namorada e um novo rival indomável: sua mãe e profissional terapeuta sexual Jean (uma real Gillian Anderson), que foi contratada pelo colégio Moordale para acalmar um surto de clamídia.

Enquanto isso, Maeve assume silenciosamente o enredo mais pesado e mais comovente da série – como fez na última temporada com seu aborto. Expulsa da escola por levar a culpa após seu irmão vender drogas nas dependências da escola, ela passa seu tempo cuidando da sua irmã mais nova e de sua mãe, que apesar de ter desistido dos filhos por crack quando eram crianças, está de volta para fazer as pazes. Isolada e traumatizada por pessoas constantemente a decepcionando, Maeve é como uma mola firmemente enrolada, pronta para saltar a qualquer momento. Mackey, cujo poder como atriz está em sua capacidade de controlar raiva, dor e desgosto com apenas um piscar de pálpebras ou um torcer de nariz, é fascinante de assistir.

“A mãe da Maeve é como um tornado vindo para rasgar sua vida em pedaços,” diz Mackey, que decidiu não pesquisar sobre o uso abusivo de drogas em preparação para o papel. “Achei o tema da maternidade solo a parte mais interessante. E de toda forma, pensei que seria mais importante focar em como a personagem estava reagindo do que nas temáticas intelectuais por trás disso. Depois que o trabalho foi feito, minha curiosidade despertou e só então eu fui e fiz a pesquisa. Fiz dessa maneira.”

Mackey admite ser uma “nerd secreta, como a Maeve”, e ficou particularmente emocionada com a sua personagem permitida no time de quizz da escola (spoiler: do jeito típico da Maeve, ela planeja voltar da expulsão). “Estou completamente obcecada com o University Challenge, e isso foi incrível para mim. Eu amo quizz de conhecimentos gerais e competições triviais,” ela diz, com sorriso audível. “Muitas vezes, os produtores adicionavam perguntas extras para mim durante as filmagens. Eu até consegui um direito a não-script!”

Como grande parte do elenco, Sex Education foi o primeiro trabalho da Emma Mackey na tela, aos 24 anos. Depois de mudar da França para o Reino Unido aos 17 anos, para estudar literatura inglesa e participar de teatro amador na universidade de Leeds, Mackey se estabeleceu em Londres e começou a fazer testes para atuar como atriz. Em sua primeira audição para Sex Education, Mackey teve de convencer uma sala inteira a começar uma clínica sexual ilegal na escola. “Quero dizer, caso contrário, não tem série,” diz Mackey. “Claramente eu estava indo bem porque aqui estamos.”

Mackey se tornou famosa no espaço de algumas horas – o tempo que a geração dos millennials levou para assistir a primeira temporada e encontrá-la no instagram, onde Mackey possui agora 2,4 milhões de seguidores (quando a entrevista foi realizada) e é constantemente dito que ela tem uma semelhança surpreendente com a indicada ao Oscar, a australiana Margot Robbie.

Ela percebeu o impacto da série pela primeira vez enquanto estava com seu co-estrela Ncuti Gatwa em uma loja London Lush janeiro passado, comprando sabão. Depois de perceber um enxame de novos fãs deslumbrados começando a circular pela loja, Gatwa a agarrou e eles fugiram. “Eu adoro quando as mães vêm até mim,” ela ri. “Elas fazem isso em restaurantes e dizem que Sex Education é seu prazer culposo ou que realmente as ajudaram a falar sobre sexo com seus filhos de 13 anos.”

Com o nome de Mackey agora repleto de influência internacional, ela tem três papéis no cinema: na adaptação de Kenneth Branagh para Poirot, Morte no Nilo, ao lado de Gal Gadot e Armie Hammer; no thriller indie The Winter Lake e em Eiffel, pelo qual ela diz que sua experiência em Sex Education foi particularmente útil.

“Estou muito feliz por Sex Ed ter me desabrochado, porque em Eiffel estou nua,” ela diz. Sex Education foi uma das primeiras séries a anunciar publicamente a nomeação de um “coordenador de intimidade”, Ita O’Brien, para treinar jovens atores em cenas delicadas e proteger contra qualquer comportamento pré MeToo no set. O primeiro quebra-gelo de O’Brien com o elenco foi fazê-los assistir a vídeos de animais fazendo sexo e tentar imitá-los. As estrelas podiam encontrar o animal que melhor se sentiam associado ao personagem e coreografar as cenas de sexo de acordo. “Honestamente, eu estava assistindo e pensando que diabos é esse trabalho? É absurdo,” diz Mackey. “Mas era realmente uma boa maneira de se relacionar. Foi um ótimo dia, como fazer parte de uma escola de teatro bem estranha.”

Mackey acha que essa coisa toda do O’Brien é necessária? “Sim, desmistifica e dessensacionaliza totalmente a idéia de uma cena de sexo intimidadora. E se conhecer de antemão é um verdadeiro luxo, porque as vezes você se diverte e precisa filmar uma cena intima e criar química com um ator que você nunca conheceu antes em sua vida. Felizmente, também, nossa série não se trata de relações sexuais ridiculamente apaixonadas e românticas.”

Sobre se os diretores de intimidade poderiam atravessar o canal, Mackey é surpreendentemente otimista, considerando que 100 atrizes francesas, incluindo Catherine Deneuve, assinaram uma petição que criticou o movimento MeToo como uma “onda puritana de purificação”. A carta dizia: “o estupro é um crime, mas tentar seduzir alguém, mesmo de forma persistente ou despreocupada, não é, nem ser cavalheiro, é um ataque de machão.” A ideia de um diretor de intimidade tentando dirigir uma jovem Deneuve parece, em contexto, ridícula.

“Estou intrigada com isso. Eu acho que o modo francês ainda é muito diferente e não tenho certeza se ainda está na cultura, mas acho que aos poucos as coisas estão avançando.” Mackey faz referência a Eiffel. “Eu deixei bem claro que queria tudo planejado. E então o diretor (Martin Bourloubon) entregou-o de uma maneira muito bonita. Ele pensou em tudo e conversamos sobre isso por bastante tempo e planejamos todos os movimentos. Lá eu me senti tão segura quanto em Sex Education, mesmo que não tivesse um diretor de intimidade. Talvez eu possa ajudar a levar isso para a França até certo ponto, quem sabe.”

Mackey diz que Sex Education na França (onde ela acrescenta que surpreendentemente, a série tem uma base de fãs fervorosos, apesar do humor britânico, e, previsivelmente, uma classificação de idade acima de 16 anos em comparação com a Grã-Bretanha, para maiores de 18 anos), foi tão desanimador quanto na Inglaterra (e eles não trocam bananas por baguetes). “Acabamos de ter uma lição sobre biologia, e é isso”, ela suspira. “Mas o edificante é que Sex Education existe. É um alívio para todos que essa série exista.”

Ela poderia imaginar isto em um currículo escolar? “Eu poderia imaginar certas partes de Sex Ed sendo mostradas nas escolas, absolutamente!” Ela bufa com escárnio. “Certamente faria uma referência visual muito melhor do que um manual de ciências.”

As temporadas um e dois de Sex Education estão disponíveis na Netflix.

Fonte: The Telegraph
Tradução & Adaptação: Vanessa • Equipe Emma Mackey Brasil

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Em 2019, durante a divulgação da primeira temporada de Sex Education, Emma Mackey respondeu algumas perguntas na ‘Cabine Bustle’ do site Bustle. Confira:

Apresenta:
Emma Mackey

Qual o seu pedido em um café?
Chá

Qual frase de filme você mais usa?
“Ai, não acredito!” (As patricinhas de Bervely Hills)

Qual seu desenho favorito quando criança?
Henrique, o terrível. (não assisti realmente a desenhos animados)


Descreva realitys de TV em uma palavra.
Desinteressante (desculpa…)


Qual mistério de TV não resolvido ainda te incomoda?
Por que Jack não entrou naquela maldita porta!

Qual celebridade é seu ídolo?
Olivia Colman (atriz)


Qual foi o primeiro personagem de TV por quem você teve uma queda?
Chad Michael Murray


O que você gostaria que as pessoas falassem sobre você?
Curiosa, trabalha duro, gentil.

Preencha o espaço em branco:
Millennials são mais conhecidos por:

Instagram? Abacate com torrada


Desenhe 3 emojis que descrevem o que está por vir no seu programa?
🍑 ❤️ 🎨 (Colorido)


Há algo a mais que você gostaria de dizer ou desenhar?
OBRIGADA, BUSTLE!

Fonte: Bustle
Tradução & Adaptação: Vanessa • Equipe Emma Mackey Brasil
Categorias: Entrevista

Parece que algumas partes da indústria cinematográfica francesa voltaram a entrar em ação. Emma Mackey, estrela anglo-francesa de Sex Education da Netflix, tem filmado Eiffel, um drama referente ao designer da torre titular, desde o início de junho. Que estranho falar com um morador do Planeta Normal.

“É um daqueles filmes raros”, explica ela. “Não é o caso de todos. Como você pode imaginar, os protocolos são extremamente rigorosos. Temos que ter muito cuidado e nosso produtor trabalhou muito para nos colocar de volta aos trilhos. Mas é bom.”

O lockdown chegou em um momento movimentado para a sra. Mackey. Ela está prestes a estar em todo lugar. Por um lado, Sex Education foi o terceiro programa mais assistido na Netflix durante a emergência do Covid. Esperamos vê-la em Morte no Nilo de Kenneth Branagh, antes do fim do outono. No início de julho, ela estará presente remotamente na edição virtual do Galway Film Fleadh. Mackey interpreta uma meio-campista problemática no assustador The Winter Lake, de Phil Sheerin, que receberá sua estreia mundial no evento on-line deste ano.

Filmado em Leitrim e Sligo, o filme é co-estrelado por Anson Boon, Michael McElhatton e Charlie Murphy em uma história de presságios sombrios, abusos ocultos e paixões sublimadas. Não consigo imaginar o que ela esperava das filmagens.

“Eu não tinha nenhuma expectativa”, diz ela. “Eu sabia que ficaria lá por um mês. E eu sabia que queria muito fazer o filme. Chegou no momento em que senti que precisava. Eu amei. Fiquei lá o mês inteiro e não voltei para Londres. Fiz a escolha de ficar lá apenas para estar naquele mundo. É tão selvagem. Eu me senti em casa.”

Baseado no roteiro de David Turpin, The Winter Lake quase funcionou como uma peça de teatro.

“Havia tão poucos membros do elenco que foi muito bom passar um tempo com essas poucas pessoas e realmente ter conversas apropriadas com todos, nos conhecer e brincar. Foi muito, muito divertido.”

Mackey diz que “se sentiu em casa” nas filmagens e, como você pode esperar de uma Mackey, ela tem profundas raízes irlandesas. “Um dos antepassados do meu avô se chamava Joseph Mackey e ele era de Ballymackey, que fica em Tipperary”, diz ela. Mas vamos escolher o “anglo-francês” como o adjetivo composto apropriado.

Nascida e criada em Le Mans como Emma Tachard-Mackey, filha de pai francês e mãe inglesa. Não há, no entanto, nenhum indício de mudança de canal quando ela fala em inglês. Sombrio e nítido, Mackey soa como se tivesse passado os últimos 25 anos em Maidenhead (ou em qualquer outro lugar). No entanto, ela não morava na Inglaterra até estudar na Universidade de Leeds.

“Depende de onde eu estou”, diz ela. “Quando eu estava na França, me senti predominantemente britânica e senti que precisava recuperar o tempo perdido. Quando me mudei para a Inglaterra, senti que era o meu mundo. O teatro. A literatura. No Reino Unido, temos tantas influências: os romanos, os nórdicos, os anglos. Temos muitas comunidades. É assim que você pode ter tantos sotaques dentro de sete milhas. Agora, estou de volta a trabalhar na França, sinto que preenchi essa lacuna britânica. Eu me sinto mais equilibrada.”

Isso é interessante. Mackey teve que tomar uma decisão consciente de onde morar depois de deixar a escola. Presumivelmente, ela poderia facilmente ter permanecido na França. “Aparentemente, eu tinha decretado, aos oito anos de idade, que estava indo para a universidade na Inglaterra. Não sei por que”, ela diz rindo. “Acho que senti que era onde eu poderia cumprir meu lado criativo. Eu era uma viciada em livros.”

Mackey tinha apenas alguns créditos quando conseguiu o papel de Maeve Wiley em Sex Education. Situada em uma escola britânica que emprestou sua estética da América de John Hughes, a série é estrelada por Asa Butterfield como filho da terapeuta sexual de Gillian Anderson. Maeve é uma pessoa inteligente, ocasionalmente de cabelos tingidos de rosa, que fala a verdade aos ofuscadores. Seria preguiçoso perguntar se Mackey se via na personagem, mas, erm, ela se vê na personagem?

“Me perguntam muito isso, mas não tenho muito tempo para analisar meu passado”, diz ela. “Minha memória é terrível. As pessoas perguntam coisas específicas sobre a escola e eu não me lembro de tudo. Mas sim, de certa eu me sentia de fora – porque eu era Inglesa. Independentemente disso, acho que quem tem outra nacionalidade se sente um pouco de fora. Eu não gostava do ensino médio, mas os dois últimos anos foram melhores.”

Mackey é boa em conversar. Fale sobre qualquer assunto e, sem mais perguntas, ela exibirá todos os tópicos visíveis. Alguém sente que ela é uma espécie segura, mas, ponderando as comparações com Maeve, ela admite inseguranças precoces.

“Eu era ingênua. Eu não tinha aquela frieza da Maeve”, diz ela. “Eu não me vestia como ela. Eu amo livros. Eu era muito estudiosa. Mas eu não era confiante como ela. Existem alguns elementos principais que são iguais.”

Eu me pergunto que tipo de conversa ela teve com o pai sobre Sex Education (e sobre educação sexual). A série tem muito a dizer sobre o quanto as escolas britânicas se envolvem quando se trata de sexo. M. Tachard é, lembre-se, diretor de uma escola francesa.

“Para ser sincera, não tivemos uma conversa para comparar e contrastar a educação sexual nas escolas francesas”, diz ela. “Mas ele realmente gosta da série e acha hilária. Meu pai é muito francês, mas ele aprendeu o humor britânico. Ele tem esse senso de humor sombrio. Ele adora uma boa risada. Sempre me perguntam isso e me sinto mal por não ter perguntado a ele.”

Ela observa com cansaço que, como na série, ela aprendeu educação sexual apenas como parte da biologia. “Não havia ninguém nos mostrando como colocar camisinha”, diz ela. Os espectadores mais velhos podem se surpreender um pouco com isso. Pouco parece ter mudado desde a década de 1970.

“É espantoso”, diz ela. “Podemos enviar pessoas para a lua e fazer várias coisas incríveis. No entanto, não conseguimos encontrar um contraceptivo que não estrague os hormônios das mulheres. Não podemos encontrar um contraceptivo para homens. E nós não ensinamos educação sexual nas escolas.”

Eu já a li suspirar quando os entrevistadores sugerem que as coisas são diferentes na França. Alguma parte da psique do norte da Europa insiste em acreditar que todos na França são um personagem de pensamento livre de um filme de Nouvelle Vague. Certamente, eles não conseguem parar de falar sobre sexo? Certo?

“Não posso falar por um país inteiro. Não vejo a França reprimida. Mas também não a vejo como super liberal”, diz ela. “Eu me irrito com os clichês. Não, nem todos os franceses querem fazer sexo o tempo todo. Nem todos os franceses têm axilas peludas. É o mesmo com o povo britânico. Não somos todos de lábio superior rígido e tímido. Isso também não é verdade. Vamos superar essas coisas.”

Quando Eiffel terminar, Mackey passará a interpretar Emily Brontë em uma cinebiografia de Frances O’Connor. Seu papel ao lado de Gal Gadot, Armie Hammer, Dawn French e Jennifer Saunders em Morte no Nilo está lá, mas o lockdown tornou a vida mais difícil para pós-produção. Ainda assim, esperamos ver a adaptação de Agatha Christie em outubro. Mackey interpreta a personagem que Mia Farrow interpretou no famoso filme de 1978.

“Sem pressão, não é? Apoiada nos ombros de Mia Farrow” – ela diz. “É uma personagem diferente. Fomos em uma direção diferente. Eu estou realmente empolgada. Foi uma experiência incrível. Que sonho.”

The Winter Lake será exibido on-line no Galway Film Fleadh na sexta-feira, 10 de julho e terá um lançamento nos cinemas até o final do ano.


Fonte: The Irish Times
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Os últimos 12 meses foram grandes para a estrela britânica em ascensão Emma Mackey.

Nessa época, no ano passado, Emma era relativamente desconhecida, com apenas alguns créditos em seu nome, mas, no espaço de algumas semanas, ela se viu a estrela de um dos maiores shows da Netflix em 2019, Sex Education.

Imediatamente, Sex Education se tornou um grande sucesso entre críticos e telespectadores, com o programa sendo o oitavo mais assistido da Netflix em 2019, à frente de programas como Orange Is The New Black e Queer Eye.

Como a estudante do ensino médio Maeve Wiley, Emma conquistou uma legião de novos fãs e, desde então, conseguiu um papel na próxima interpretação de Kenneth Branagh, Death On The Nile, onde seus colegas de elenco incluirão Annette Bening, Armie Hammer, Jennifer Saunders e a própria Mulher Maravilha, Gal Gadot.

Com uma nova temporada de Sex Education agora na Netflix, conversamos com a atriz sobre o que a tornou um sucesso gigantesco e como sua vida mudou…

O sucesso da primeira temporada de Sex Education pegou você de surpresa?

Claro! Eu não tinha idéia do que esperar, e nos tornamos – todos nós – muito, muito próximos, incluindo o elenco e a equipe. Então era uma bolha adorável fazer parte. E, de repente, ele pertence ao mundo, e não é mais sua coisinha. E uma vez lá fora, as pessoas… querem ser amigas dos personagens e querem fazer parte dessa pequena bolha quente que está em algum lugar no País de Gales. As pessoas são realmente atraídas por isso. Mas sim, foi uma surpresa adorável.

Houve um momento para você em que de repente você percebeu o impacto que a série fez?

Houve alguns, não consigo pensar em um grande momento, mas acho que é apenas o feedback positivo que tivemos. Eu realmente não vejo mensagens [on-line] nem nada, mas é muito legal receber cartas de pessoas. Eu gosto disso, é uma escola bastante antiga. Gosto quando as pessoas escrevem notas para você, acho realmente emocionante.

E então sim, toda a coisa de ser reconhecido nas ruas é estranho. Mas, você sabe, é adorável. É uma coisa nova, um novo modo de vida para se adaptar.

Quais são os tipos de coisas que as pessoas dizem para você em suas cartas, porque Maeve é uma personagem com a qual muitas pessoas se identificam?

Hmm… é mais geral sobre o programa, e eles acham que Maeve é muito legal. E que eles querem ser amigos dela. E eu me sinto muito protetora com Maeve, então, qualquer coisa que alguém disser sobre Maeve com a qual eu concordo é como ‘precisamos protegê-la a todo custo. Ela precisa viver sua vida e ser feliz’. Todos nós apenas queremos que ela seja feliz.

E sobre interpretar Maeve e da série em geral, você tem mais orgulho?

Oh tantas coisas. Geralmente, tenho muito, muito orgulho da nossa luta – iniciamos um movimento, quase, sinto que ele realmente se tornou uma força motriz. Estou orgulhosa das mensagens que a série envia e de como é quente, comovente e acessível. É ótimo que esteja na Netflix, porque chega a alcançar milhões de pessoas, que não necessariamente teriam esse tipo de chance em outra plataforma. Então isso é muito legal.

De que maneira Sex Education mudou sua vida?

Existem algumas maneiras. Profissionalmente, o programa abriu muitas portas e tive muita sorte de conhecer e trabalhar com lendas vivas desde que o programa foi lançado. Então, eu me sinto muito, muito grata por isso. E então, acho que me deu um pouco mais de confiança em mim, o que é legal. Então, eu estou mantendo isso e valorizando isso e usando-o como força motriz para tudo o que vem a seguir.

Sex Education será um programa formativo para muitos jovens. Quais foram os programas formativos para você?

Sabe, eu não assistia a dramas de adolescentes, na verdade. E então eu assisti Skins. E eu me achava foda por isso. Eu acho que assisti filmes para adolescentes quando estava na universidade, e eu meio que fui educada lá em coisas como Meninas Malvadas, As Patricinhas de Beverly Hills, Clube dos Cinco.

É estranho, eu sempre falo sobre Tracey Beaker, né? Mas Tracey Beaker foi um show tão bom. E eu me lembro muito bem, e eu pensei que era muito legal porque era tudo sobre crianças adotivas e crescendo e colocando um monte de crianças com diferentes origens, tudo em um espaço juntas e vendo como elas crescem juntas. É meio parecido com o que estamos fazendo, mas… não há tanto sexo envolvido!

O que diferencia Sex Education dos dramas juvenis, como Skins?

Algumas coisas, mas acho que geralmente é muito refrescante para as pessoas assistirem a um programa como esse, porque acho muito verdadeiro, acho que é muito aconchegante e é bastante saudável, estranhamente. Embora exista muita bobagem, é muito emocionante, e acho que as pessoas querem torcer pelos personagens, e elas se encontram, certamente, em alguns dos personagens. Eu acho que reúne pessoas assim. E é útil! Tornou-se uma ferramenta para as pessoas, o que é realmente bom. Tornou-se um iniciador de conversas saudáveis.

Fonte: Huffington Post UK | Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Muita coisa aconteceu desde a última vez que vimos Maeve Wiley. Quando a encontramos na segunda temporada de Sex Education da Netflix, ela não está indo muito bem. “Ela realmente ficou de fora”, disse Emma Mackey, que interpreta nossa garota favorita. “Ela não está mais na escola. Ela está trabalhando em uma loja de pretzel, vestindo uma roupa estúpida. Ela sente falta de Aimee. Ela sente falta de nutrir sua mente. Ela não está no fundo do poço, mas não está em um bom lugar”.

Antes de entrar em pânico, isso não é permanente. Todos nós sabemos que nossa Maeve perceptiva, teimosa e perspicaz é destinada a grandes coisas e, ao longo da nova temporada, assistiremos sua batalha por mais um ano de drama para chegar lá. Há o reaparecimento de sua mãe afastada, a percepção relutante de que ela tem sentimentos por alguém na escola e a pressão de descobrir o que ela quer de sua vida. Somente na jornada dos personagens de Maeve, você encontrará a assinatura de Sex Education, mistura de dor, constrangimento e hilaridade. E é tão bom estar de volta.

“É por isso que acho que a série funciona”, explica Emma. “Porque você recebe todos esses elementos tolos e ridículos. É cômico e você fica gargalhando ao assistir e então algo acontece, e o tom muda completamente. Você está apenas esperando o que diabos vai acontecer a seguir, o que é ótimo. É como virar a página”.

Enquanto conversamos, uma semana antes do retorno da série, Emma diz que tinha dois desejos para a segunda temporada: passar mais tempo com Aimee (Aimee Lou Wood), que teve aquela cena monumental de masturbação na última temporada, e para mais Maeve se concentrando em sua mente. Felizmente, ela conseguiu as duas coisas. Após a calorosa resposta à brilhante história de aborto executada por Maeve no ano passado, prepare-se para outro olhar para uma narrativa difícil, desta vez experimentada por Aimee.

Além de informar ao mundo que não, a clamídia não pode ser pega da mesma maneira que um resfriado (os medos de uma epidemia ditam algumas cenas maravilhosamente engraçadas no episódio um), o impacto e a agência de Sex Education não se perde em nenhum do elenco. “Existe uma responsabilidade nesse tipo de programa, porque atinge tantas pessoas e é uma plataforma tão grande. É uma realidade muito real e muito perturbadora que muitas mulheres passam, ou a versão do que Aimee passa afeta centenas de milhares de mulheres”, diz Emma. “Será um vetor iniciar uma conversa, pelo menos começar a mover as coisas adequadamente e não apenas conversar sobre isso, mas realmente agir e colocar coisas mais concretas no lugar das mulheres que passaram por esse tipo de coisa”.

“Abordamos bastante a idéia de irmandade nesta temporada – a dinâmica feminina e os relacionamentos femininos”, explica Emma. “E há um episódio em que algumas personagens femininas estão presas juntas em uma sala, no estilo Clube dos Cinco. Eu não assisti, mas fazer foi uma das melhores experiências da minha vida, sem dúvida. Apenas estar em uma sala com todos aquelas mulheres foi incrível. Alucinante!”

“Eu acho que as pessoas já estão literalmente começando a usar a série como um guia ou como referência para conversas sobre sexo”, diz Emma. “Mães vieram até mim e agradeceram pela série. Isso as ajudou a conversar com os filhos sobre sexo, o que eu acho incrível. E, você sabe, pessoas da idade da minha mãe falando sobre prazer feminino e coisas sobre as quais nunca conversaram antes. É quase como se isso lhes desse permissão, o que é triste, mas acho que nossa geração tem como certo que é realmente fácil falar sobre todas essas coisas. E, na verdade, devemos respeitar que não é fácil para todos e a razão pela qual o programa existe, na verdade, é apenas para nos ajudar a levar a conversa adiante”.

Fonte: Refinery29 | Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil




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