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Emma Mackey concedeu entrevista ao site Buzzfeed e falou sobre suas cenas favoritas de Maeve e Otis, os bastidores das filmagens da cena do ônibus na segunda temporada, o que esperar da terceira temporada de Sex Education, Emily e mais. Confira:

1. Você se lembra de como foi sua audição para Sex Education?

Eu lembro da minha primeira tomada com Lauren [Evans, a diretora de elenco] e a assistente de Lauren. Na primeira audição, houve também um produtor; Ben Taylor, um de nossos diretores; e um dos supervisores do roteiro. Eu lembro que foi realmente adorável e eles foram muito amigáveis e calorosos. Foi a primeira vez que estive em uma sala com um produtor e diretor, então pareceu muito oficial.

2. Você chegou a fazer audição com outros membros do elenco antes do início das filmagens?

Lembro de ter feito com Kedar [Williams-Stirling]. É o único que eu lembro. Eu assisti recentemente, alguns meses atrás, e parecemos tão jovens. Estávamos na casa dos 20 anos, mas eu me sinto como um bebê. Essa audição foi adorável. Nós nos divertimos muito.

3. Existe algum filme ou programa de TV que fez você querer se tornar atriz?

Não é a resposta mais curta. Eu lia mais livros do que assistia a filmes e programas quando era criança. Então, eu estava mais interessada em imaginação e histórias. Mais adiante isso naturalmente progrediu para a ação. Quando eu entendi que aquele era um trabalho real que as pessoas poderiam ter, fiquei muito animada.

4. Você tem um ator com quem gostaria de trabalhar no futuro?

Eu gostaria de trabalhar com Alicia Vikander.

5. Há um ator que você admirava enquanto crescia?

Emma Thompson. Adoraria trabalhar com ela também.

6. Um dos maiores momentos de Sex Education é quando Maeve e as outras amigas de Aimee sobem no ônibus com ela. Como foi filmar essa cena?

Foi muito especial. Eu não gosto de projetar e entrar na minha cabeça durante as filmagens e dizer tipo, ‘isso vai funcionar?’ porque eu iria me estressar e tudo mais. Mas eu lembro que passamos alguns dias gravando a cena da detenção com todas as garotas juntas e então a cena que quebramos o carro. A cena do ônibus foi no meu último dia da 2ª temporada. Foi muito emocionante. Aimee [Lou Wood] simplesmente nos surpreende e estou completamente obcecada por ela. Eu amo ela. Então é bom vê-la brilhar em coisas assim. Foi um momento tão importante e adoramos o tanto que as pessoas reagiram a essa cena.

7. Existe alguma cena da Maeve até agora da qual você mais se orgulha?

Existem muitos momentos adoráveis e importantes para o desenvolvimento de Maeve, especialmente em seu relacionamento com as pessoas. Eu amo as cenas que Aimee e eu temos juntas. Essas cenas estão sempre na minha cabeça. Também adoro as cenas com a mãe da Maeve, a Erin. Significam muito para mim. Eu simplesmente amo e admiro Anne-Marie Duff, então sempre que começo a trabalhar com ela é um verdadeiro prazer. Ela me ensina muito e é uma ótima guia para se ter no set. Ela é uma mulher para se admirar e um bom ser humano.

8. Maeve e Otis tiveram grandes cenas juntos em Sex Education, mas você tem um algum momento favorito?

Eu realmente amo a cena na 1ª temporada, quando ele dá a ela seu casaco. Por alguma razão, aquele pequeno momento na ponte é um dos meus favoritos. Aquece o coração. Tem uma certa inocência naquela cena, o que eu gosto bastante.

9. Maeve teve um grande desenvolvimento nas três temporadas. Como tem retratado o arco de sua personagem até agora?

O que eu mais amo no enredo de Maeve é vê-la crescer ao longo das três temporadas em suas interações com outras pessoas. Ver Maeve crescer ao lado de Aimee e como esse relacionamento tem sido especial. Essa relação que no papel não faz sentido, mas de alguma forma funciona como um sonho. Elas se elevam uma a outra e estão lá uma para a outra e são capazes de coexistir uma com a outra, embora sejam completamente diferentes. Acho que isso é realmente a chave para a pessoa e existência de Maeve. A maneira como Maeve interage e opera com as pessoas e aprende com elas é algo que adoro. Podemos ver muito mais disso na 3ª temporada também.

10. Maeve e a Sra. Sands sempre têm ótimos momentos juntas. Como tem sido interpretar esse relacionamento e ver Maeve ter uma professora que a apoia em sua vida?

Um momento em que penso é o ensaio de 10 anos, porque não é apenas um grande momento, mas também, como você disse, as interações de Maeve com a Sra. Sands são importantes para ela em todas as três temporadas. A Sra. Sands ampara Maeve e dá a ela permissão para abraçar totalmente sua mente, sabe? A Sra. Sands dá esse espaço para Maeve, o que eu acho muito importante. É realmente comovente ver esse relacionamento.

11. Quando você recebe um roteiro de Sex Education, com quem você espera que Maeve compartilhe uma cena?

Eric, sempre. Quero dizer, Ncuti [Gatwa] e eu falamos disso entre nós, tipo, ‘por que não temos mais cenas juntos?’ Eu adoraria que Maeve tivesse todas as cenas com Eric só porque acho Ncuti brilhante e muito bom no que faz. É uma alegria vê-lo trabalhar e ele também é meu melhor amigo. Eu amo ele. Há um bônus em Maeve ter cenas com Eric porque assim eu posso sair com Ncuti.

12. E há outro ator na série com quem você adoraria trabalhar ainda mais?

Eu adoraria ter uma cena com Gillian [Anderson]. Nunca tive uma cena com Gillian. Eu fico tipo, ‘olá? Todo mundo vai se divertir com a Gillian, menos eu?’ Seria bom construir o relacionamento de Maeve com os personagens que temos e criar algumas novas amizades lá.

13. Qual é a sua melhor história com fãs?

Acho que as coisas que ficam na minha cabeça são quando as pessoas escrevem cartas de verdade, o que não acho que aconteça muito. Eu realmente não leio DMs ou algo assim e não tenho conhecido pessoas em premiere e eventos há muito tempo. As pessoas geralmente são muito amáveis, mas acho que o que realmente fica na minha cabeça é quando as pessoas realmente usam o tempo e escrevem cartas à mão. Elas costumam dizer coisas muito gentis, significativas e pessoais. Eu as mantenho em segurança em um caderninho em minha casa.

14. O que você está mais animada para os fãs verem na terceira temporada de Sex Education?

Adoramos ver o crescimento e o desenvolvimento de Maeve. Há muitos momentos adoráveis para Maeve nesta temporada – eu continuo dizendo a palavra adorável, como se eu pudesse soar mais britânica. – De qualquer forma, acho que as pessoas vão gostar, com sorte, da amizade de Maeve e Aimee porque elas passam por alguns altos e baixos. Nós vemos elas muito mais juntas, o que inevitavelmente traz novas dinâmicas para o jogo.

Em seguida, o relacionamento de Maeve com sua irmã mais nova e a nova mãe adotiva de sua irmã. Veremos o que isso faz com Maeve, o que isso evoca nela, como isso a faz se sentir e como isso complicou seu relacionamento com sua mãe. É muita coisa acontecendo para Maeve.

15. O que você pode nos dizer sobre Emily?

Foi muito intenso, não vou mentir. Foi fantástico. Foi brilhante porque adoro literatura e adoro história. Então meio que juntou os dois mundos para mim. Não é um filme biográfico, o que é muito bom porque na verdade não sabemos muito sobre Emily Brontë porque ela era uma pessoa muito reservada. Frances O’Connor, que é a diretora e roteirista, meio que entrelaçou elementos de O Morro dos Ventos Uivantes com alguns elementos biográficos.

Portanto, é uma reimaginação completa da vida dela e nós meio que concretizamos uma pessoa completamente nova. É baseado na vida de Brontë, mas é realmente uma reimaginação. Criamos um mundo para ela, o que é realmente emocionante. Isso meio que tira um pouco a pressão de interpretar um ser humano da vida real.

16. Como foi filmar Emily logo após a terceira temporada de Sex Education?

Sim, saí de Sex Ed e fui direto gravar Emily. Eu tive cerca de três semanas entre os dois e eu estava tipo, ‘tudo bem, vamos lá.’ Tenho muita sorte de poder fazer isso, então foi muito divertido.

17. Qual é o seu livro favorito de todos os tempos?

Oh, por que você está fazendo isso comigo, Nora?! Não tenho um livro favorito de todos os tempos. Vou apenas deixar claro porque sou uma grande fã de literatura que não consegue escolher um.

18. Qual o último livro que você leu e que recomendaria?

Eu li um livro recentemente chamado As Garotas, de Emma Cline. Uma amiga me emprestou e gostei muito. Eu li em dois dias.

19. Você tem um filme favorito adaptado de um livro?

Eu diria que adoro Razão e Sensibilidade, a versão de 1995. Esse é o primeiro que me veio à cabeça. Além disso, Harry Potter. Quando eu era criança, eu era obcecada por Harry Potter e li os livros, obviamente. Não consigo pensar em nada do nicho e legal, mas esses são alguns dos meus favoritos.

BuzzFeed: Tudo bem. Eu li tantos livros, mas sempre que me perguntam isso, a primeira coisa que penso é Crepúsculo.

[risos] Nora, meu Deus. Veja, você também pensa nos livros de infância. Agora eu não me sinto tão mal assim. Há anos que não penso em Crepúsculo. Obrigado por me lembrar.

20. A cada temporada, Maeve é constantemente puxada em várias direções emocionais diferentes. Como é filmar esses tipos de cena?

É isso que quero dizer, tipo, você não pode simplesmente dar uma chance a Maeve pelo menos uma vez? Por que ela tem que passar por tudo isso? Mas todo mundo está passando por muita coisa, especialmente nesta temporada. É uma montanha-russa, mas é uma alegria interpretar uma personagem tão complexa.

21. Qual foi a última série de TV que você maratonou?

Succession. Estou OBCECADA por Succession. Eu amo tanto.

22. Você já pegou alguém assistindo Sex Education em um vôo, trem ou em qualquer outro lugar em público?

[risos] Isso é muito engraçado. Eu já. Eu não os “peguei”, tipo, ‘ah, você está assistindo nossa série’, mas eu passei por pessoas no trem e dei uma risadinha atrevida para mim mesma. Eu achei muito engraçado. Muitas pessoas no telefone também. As pessoas adoram assistir no telefone, o que acho interessante. Eu fico tipo, você está rodeado de pessoas e está, tipo, assistindo intensamente essa série no seu telefone.

23. Alguém já notou você perto deles enquanto eles assistiam Sex Education?

Não, eu acho que não. Aconteceu recentemente quando eu estava usando máscara, então acho que ninguém pode dizer que sou eu. É por isso que posso ficar confiante com a minha risada sobre eles assistirem em público; é porque eles não podem me ver.

24. Como foi filmar a terceira temporada de Sex Education durante a pandemia do COVID-19?

Isso não mudou muito a nossa maneira de trabalhar. Obviamente, tínhamos os protocolos de segurança e tínhamos que medir a nossa temperatura todas as manhãs, testes de COVID três ou quatro vezes por semana, e todos usavam máscaras. Mas isso realmente não afetou nossa maneira de filmar. Demorou um pouco mais para a série se feita. Fora isso, foi muito, muito bem. E, na verdade, estávamos todos muito empolgados para trabalhar porque acho que naquele ponto estávamos todos meio loucos e querendo se ver. Acho que também estávamos pensando: seremos capazes de trabalhar de novo? Acho que essa foi uma pergunta genuína que tínhamos. Então, geralmente, havia muita empolgação para voltar e fazer isso.

25. Qual a sua refeição caseira favorita de todos os tempos?

Amo cozinhar e adoro comida. Eu realmente não tenho uma refeição específica, mas adoro fazer macarrão. Não sou italiana, mas sou muito boa em fazer macarrão. Foi o que me disseram. Eu adoro fazer pratos de massa com muito limão. Todo mundo adora macarrão, então adoro poder fazer para alguém.

26. Qual emoji você mais usa?

Não uso muito emojis, mas quando uso, provavelmente é apenas um coração (❤️).

27. E finalmente, como você acha que seria o dia perfeito da Maeve?

Oh meu Deus. Essa é uma boa pergunta. Acho que provavelmente outra pessoa está preparando o café da manhã para ela. Torradas sem crostas ou talvez panquecas. Eu sinto que ela adora panquecas. Ler um livro na maior parte do dia e então… Essa é a primeira vez que alguém me faz essa pergunta. Estou um pouco perplexa. Acho que Maeve também adoraria sair com sua irmã mais nova, sua mãe e seu irmão. Isso seria muito bom, embora talvez bastante caótico. Acho que ela adora sair com a irmã mais nova. Depois comer pizza com Aimee para encerrar o dia. Esse seria o dia perfeito.

A terceira temporada de Sex Education já está disponível na Netflix.


Fonte: Buzzfeed
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Emma Mackey conversou com a Teen Vogue sobre Emily, o enredo de Maeve na terceira temporada de Sex Education e como ela imagina o legado da série. A entrevista contém spoilers da nova temporada.

Emma Mackey disse à Teen Vogue em 2019 que o aborto de Maeve na primeira temporada, sua personagem em Sex Education, não deveria definir sua história inteira – é uma parte e é importante, mas “não é nisso que vamos nos concentrar no resto da série .”

Agora, com o lançamento da terceira temporada da série, Emma manteve essa promessa, transformando Maeve Wiley em mais do que a soma de suas partes, seus traumas de infância, suas decisões de adolescente. Ela é tão bem fundamentada e compassiva como sempre, dando conselhos que às vezes as pessoas não querem ouvir, mesmo quando precisam. No final da 3ª temporada, Maeve alcançou um novo plano de existência, enfrentando alguns de seus demônios e ao mesmo tempo sendo gentil consigo mesma.

“Ela está se permitindo ser ajudada e ser cuidada pelas pessoas, o que não é necessariamente algo que ela queria antes,” Emma diz à Teen Vogue agora. “Ela está aprendendo a tomar decisões por si mesma.”

Teen Vogue: Como você está se sentindo indo para a terceira temporada? Como foi filmar em meio a tudo que está acontecendo no mundo?

Emma Mackey: Sabe de uma coisa? Foi sobretudo uma alegria, porque eu acho que todos nós estávamos um pouco incertos e inseguros como todo mundo, se podíamos ou não trabalhar e filmar novamente. Eu acho que houve muita emoção, e eu acho que estávamos realmente animados em ver um ao outro novamente, é a principal coisa que eu me lembro, o que é bom.

TV: O que você achou mais interessante ao interpretar a Maeve nessa temporada? Qual parte da história dela você mais se interessou?

EM: Existem alguns elementos, mas uma das coisas mais interessantes é a dinâmica com a mãe adotiva e o que isso significa para Maeve. E eu acho… deve trazer à tona muitos traumas antigos, e a ideia de ciclos e dar à próxima geração uma vida melhor, e todos esses tópicos enormes que eu acho muito importante. Esse aspecto da vida de Maeve é realmente a chave para entender por que ela é assim. Vemos a vida familiar de todos um pouco mais nessa temporada, o que sempre gostei muito. Porque sim, é sobre a escola, e sim, é sobre sexo e a vergonha em relação ao sexo e a vergonha de estar nessa idade. Mas também é sobre como sua outra vida, sua vida familiar, informa quem você é na escola?

TV: Há vários novos personagens nessa temporada, e eu fiquei realmente intrigada com Hope [Jemima Kirke] e como ela vê o desejo de Maeve em ter sucesso e está meio que manipulando ela para não ser tão única, ou para tirar o piercing do nariz. O que você acha que Hope está trazendo para Maeve?

EM: Interessante você ter percebido isso. Eu meio que tinha esquecido disso. Mas você está certa, existe um elemento completo de manipulação. Hope está totalmente brincando com isso, porque é uma espécie de ponto fraco da Maeve, não é? Ela é obviamente tão determinada e ambiciosa e quer coisas para si mesma, mas acho que não é capaz de expressá-las totalmente. A Sra. Sands a ajudou e elevou Maeve e lhe deu confiança, [mas agora] Maeve está em um lugar vulnerável, onde ela entende que precisa trabalhar ainda mais para conseguir o que deseja. E então, como você diz, Hope pega isso e tenta destacá-la e dizer: ‘Se você quer ser alguém… eu costumava ser como você.’ Ela usa todas essas formulações que às vezes são, como você diz, psicologia reversa e manipuladora, mas não de uma forma saudável.

TV: Falando em obter uma imagem mais completa desses personagens, há outro enredo de algum outro personagem que você particularmente gosta nessa temporada?

EM: Estou muito animada em ver o tipo de dinâmica de Cal, Jackson e Viv. Esse pequeno trio de pessoas é realmente interessante, porque eles são tão diferentes e todos trazem coisas diferentes uns aos outros que é muito bom de ver na tela. E também, os pais e os adultos e vendo como o Sr. Groff vai lidar com a perda de tudo? A quem ele tem que recorrer? E Jean e sua gravidez… Então, estou animada para assistir a série, porque não tenho ideia do que está acontecendo na maior parte do tempo.

TV: Você tem alguns projetos interessantes como Emily e Morte no Nilo. Estou curiosa para saber se Sex Education moldou os tipos de papéis que você deseja interpretar ou sua carreira.

EM: Sim. Inevitavelmente. Há uma parte de mim que realmente não quer ser colocada em uma caixa de personagens do tipo Maeve, porque eu acho que ela existe, e ela é ótima. Eu quero preservar isso, e eu realmente não quero interpretar personagens parecidas com ela, porque eu posso fazer outras coisas e quero fazer outras coisas. Não que seja realmente um enredo estratégico da minha parte, mas naturalmente, busquei a literatura e a história como gêneros. Mas eu sinto que isso equilibra a vibração hiperestilizada e hipermoderna da Netflix. Foi legal fazer Emily, que é um filme super independente, e foi rodado nos morros. Foi realmente sombrio e naturalista. É incrível poder mergulhar em diferentes gêneros e diferentes repertórios. Essa é a beleza do trabalho.

Você chega a um ponto em que pode decidir… qual caminho eu quero seguir? O que vai me fazer feliz e o que quero aprender com isso? E isso vai me ensinar alguma coisa? Vai ser útil para mais alguém? É significativo o suficiente? Sou muito exigente, eu acho, o que é uma coisa boa, mas também tenho muita sorte de estar em posição de ser exigente.

TV: Você acha que o período da pandemia ajudou a esclarecer seus objetivos ou a responder a esse tipo de pergunta existencial sobre o que você quer fazer da sua vida?

EM: Sim, acho que sim, mas sempre fui assim. Não é uma coisa nova. É claro que já duvidei de mim mesma, mas meio que sei o que quero da vida. Eu sei que não quero ser uma pessoa insípida e superficial, então já é uma coisa. Tenho muita vontade de transmitir algo a alguém e aprender com o que faço. Caso contrário, qual é o ponto? Você sabe o que eu quero dizer? Caso contrário, você poderia muito bem ser apenas uma caixa de papelão. É bom quando você consegue nutrir um personagem, mas também poder tirar algo dele. Então você pode prosseguir e se tornar um ator ou pessoa melhor, ou decidir dirigir ou escrever. Existem tantos departamentos e interseções neste setor que você pode criar.

TV: Assistindo essa temporada, parece que a série é mais ela mesmo do que nunca. Como você quer que seja o legado da série? Eu espero que haja mais temporadas, mas o que você está pensando sobre a maneira como quer que essa série seja lembrada?

EM: A ideia do legado, eu acho que é uma grande coisa. Eu também gosto bastante da terceira temporada. Isso é uma coisa pessoal, mas acho que também precisamos aprender a deixar as séries existirem em seu momento e em seu tempo. Mas essa série tem uma particularidade, eu acho, de ser uma ferramenta educacional. É controversa. Traz debates. As pessoas vão falar sobre isso, porque é ousada, como você diz, é Sex Education. E não temos mais que provar algo a alguém, ou justificar por que estamos fazendo isso.

Eu digo isso desde que comecei, mas sou muito prática. E eu acho que de novo, nessa linha de trabalhos significativos ou qualquer outra coisa, acho que esse trabalho é significativo. Significa muito para as pessoas e as ajuda. É reconfortante. O que mais você poderia querer de um emprego?

A terceira temporada de Sex Education já está disponível na Netflix.


Fonte: Teen Vogue
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

O elenco e a roteirista e criadora de Sex Education concederam uma entrevista para o Entertainment Weekly e falaram sobre o que esperar de seus respectivos personagens na terceira temporada. Confira abaixo o trecho em que Emma Mackey e Laurie Nunn falam sobre Maeve Wiley:

Há drama em família para Maeve também, enquanto ela tenta reconciliar sua culpa por chamar a polícia sobre a incapacidade de sua mãe de cuidar de sua irmã mais nova. “Isso pesa muito sobre ela”, diz Nunn. “O que acontece com Maeve é que ela é uma adolescente que tem que tomar muitas decisões adultas antes do que deveria. Ela nunca teve permissão para ser apenas aquela garota de 17 anos que comete erros. Ela precisa de uma pausa.” Ao longo da temporada, porém, vemos Maeve se perdoar e aceitar sua decisão. “Nós a vemos crescer dentro de toda essa dinâmica”, diz Mackey.

Maeve pode encontrar uma maneira de falar a verdade com sua mãe, mas quando se trata de Otis, ainda há muito do que não foi dito – ou excluído, no caso da mensagem de voz na última temporada. Para Nunn e os outros roteiristas de Sex Education, foi divertido descobrir quando e como aquela “história explodiria” – mas antes que você fique muito animado, as verdades não serão exatamente divulgadas rapidamente. “Definitivamente não é resolvido de imediato – é Sex Ed., então por que seria?” brinca Mackey. “É algo que se desenvolve e é obviamente um ponto de discórdia e mostrará como a amizade de Maeve com Isaac evolui, embora Maeve não tenha consciência disso no início da temporada.”

Sex Education chega na Netflix nesta sexta-feira, 17 de setembro.


Fonte: Entertainment Weekly
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

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O site Cosmopolitan da Espanha conversou com Emma Mackey, Tanya Reynolds e Patricia Allison sobre Sex Education. Confira:

Todo mundo fala sobre o salto no tempo que diferencia a segunda da terceira temporada, mas de quanto tempo estamos falando?

Patricia: Sério, foi apenas o verão. Dois meses mais ou menos. Estamos de férias e todos nós nos reunimos novamente em setembro, com a volta ao instituto.

Emma: Não vimos ninguém desde que as férias de verão começaram.

O que seus personagens fizeram durante esse tempo?

Tanya: Lily e Ola estão muito apaixonadas. Elas fizeram muito sexo e causaram muitos orgasmos [risos].

Emma: Maeve está saindo muito com Isaac. Eles têm sido uma extensão um do outro, se vendo todos os dias… E, também, ele não está falando com Otis.

No primeiro episódio da nova temporada, a diretora destrói os banheiros abandonados. Está começando uma nova era para Moordale e seus alunos?

E: É uma mudança muito violenta e rápida. O prédio era um espaço seguro, onde os alunos se sentiam à vontade para falar sobre seus problemas. É a representação física e gráfica deste novo e perturbador caminho para os alunos de Moordale. Também essa nova diretora que temos agora.

T: Estou chateada no momento, porque não há mais um lugar seguro em Moordale, por causa da nova diretora. É como o primeiro grande passo, mas não conta com tudo o que os alunos viveram lá e no que eles amadureceram. Era um lugar seguro, mas ela estragou tudo, derrubando-o.

Então essa é a mudança mais significativa entre as temporadas?

P: Existem muitas mudanças. Por exemplo, todos os personagens voltaram ao instituto com algo diferente. Crescemos fisicamente e também estamos mais maduros.

E: Eu também acho que nós, como pessoas, temos mais segurança em nós mesmos e nos personagens que interpretamos. Estamos mais familiarizados com eles e também o roteiro é uma oportunidade constante para que eles confiem em si mesmos. Tem enredos mais profundos, mais tabus são quebrados, há novos personagens, novas dinâmicas… que sempre ajudam a tornar tudo muito melhor.

Haverá mais cenas de sexo nesta temporada do que nas anteriores?

E: A verdade é que não as conto [risos]. Mas acho que não. O que você acha?

T: Acho que não.

E: A cena do inicio da temporada é a mais forte que vamos ver, em termos de número de momentos íntimos que estarão na tela. Mas não acredito que seja o objetivo da temporada.

Emma, ​​o que você mais gosta no relacionamento de Maeve e Otis?

E: O que mais gosto é o apoio mútuo que eles dão um ao outro. Acredito que eles podem tirar o melhor de cada um, pois têm as ferramentas para fazer o outro melhor e perceber o que é melhor para eles. Maeve desbloqueou uma parte do Otis, que é ajudar os outros. Já Otis conheceu Maeve em um nível mais cerebral, onde ela se sente confortável, mais calma, mais relaxada e mais vulnerável, mas de uma forma saudável.

A pergunta de um milhão de dólares: haverá 4ª temporada?

E: Não tenho ideia. Acho que depende se as pessoas vão gostar, assistir… Sinceramente, acho que não somos as pessoas certas para responder a essa pergunta [risos].

Como se sentem após terem feito três temporadas de Sex Education

E: Acho que temos muita sorte de pertencer a um elenco maravilhoso que nos apoia. Tenho sorte por isso, porque é muito legal. Isso é o que eu realmente tiro dessa época. Existe muito amor entre nós, respeito e apoio. É maravilhoso crescer cercada de pessoas assim, e um ótimo trabalho foi feito.

T: Tem sido muito especial fazer parte disso. Relacionamentos muito saudáveis ​​e de apoio floresceram. A lista é realmente longa de futuros personagens que nos seguem, e esses são escritos de maneira brilhante. E também o orçamento. Sempre será difícil estar a altura de tudo isso. Em nossos corações, todas as coisas boas sobre a série sempre permanecerão.


Fonte: Cosmopolitan Espanha
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

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Emma Mackey é capa e recheio da nova edição da Hunger Magazine, onde ela fala sobre o impacto de Maeve Wiley em sua vida, sua relação com a atuação, seus sonhos para o futuro e mais. Confira as fotos e a entrevista abaixo:

Não é segredo que Emma Mackey tem um talento especial para interpretar personagens femininas complexas. Na verdade, são a marca pessoal dela. Quando ela chamou a atenção do público pela primeira vez, foi como a Maeve de cabelo rosa em Sex Education, amante da Riot Grrrl, que luta contra o slut-shaming em sua escola e uma vida familiar turbulenta com nada mais do que uma língua amarga e comportamento “foda-se o mundo”. Quando foi ao ar pela primeira vez em 2019, a série se tornou um clássico instantâneo, explorando questões que raramente tinham sido vistas na tela antes, da vingança pornô à maioridade queer, com nuances e integridade.

Falando ao telefone, Mackey reconhece o impacto que Maeve teve – tanto no público quanto pessoalmente para ela como atriz. “É um presente interpretar esse tipo de personagem”, diz ela. “Acho que há algo muito poderoso sobre ela e só estou percebendo agora, com um pouco de distância, quanto impacto ela teve nas pessoas.” Não só interpretar Maeve levou Mackey a receber sua primeira indicação ao Bafta, mas também a colocou no meio de conversas culturais, com a experiência de gravidez indesejada de sua personagem abrindo novas maneiras de pensar sobre como o aborto deveria ser retratado na tela.

Apaixonada por livros e introvertida, Mackey não é a grande personalidade que você esperaria de uma atriz pioneira, mas ela tem algo a seu favor: o poder silencioso de alguém que não precisa ser o mais barulhento da sala para ser notado. Pensativa e sincera nas conversas, ela oferece respostas honestas em vez de buscar banalidades, e não tem medo de mergulhar em um território emocional mais complexo – incluindo seus sentimentos confusos sobre Sex Education. Apesar de toda a positividade que o show adicionou à sua vida, Mackey está lutando com o inevitável prazo de validade da série enquanto olha para seus vinte e tantos anos. “É uma coisa complicada para mim. Sex Education é tão importante como um conceito, como uma série, e o elenco é fenomenal. Eu realmente me importo muito com eles e fiz amigos para a vida toda. Nós meio que crescemos juntos”, diz ela. “Mas o sentimento agridoce disso é que eu também não posso ter 17 anos a minha vida toda.”

Ninguém pode, e é por isso que Mackey já começou a olhar para a vida e para heroínas poderosas, além do Colégio Moordale. Nos anos desde que o programa estreou, ela passou para o cinema, aparecendo no thriller irlandês The Winter Lake e se inscrevendo em projetos futuros, incluindo na adaptação do livro Morte no Nilo de Agatha Christie, e Emily, no qual ela interpreta a romancista vitoriana Emily Brontë. Com Morte no Nilo ambientado na década de 1930 e Emily ocorrendo em 1800, o que atrai Mackey para as mulheres do passado? Bem, ao que parece, esses papéis são uma espécie de missão pessoal feminista para ela. “Não aprendemos o suficiente sobre as mulheres na história e, muitas vezes, quando você lê livros de história, os únicos fatos e números que você tem sobre [as mulheres] são com quem elas se casaram e quantos filhos tiveram ou não. Isso é muito triste – você está retirando identidades inteiras e vidas inteiras dos livros de história”, diz ela. “É muito bom estar em uma posição de ser capaz de reinventar e reimaginar e realmente concretizar alguém que realmente existiu.”

Para Mackey, atuar é um negócio sério – não no sentido de que ela está mordendo minha mão para falar sobre seu processo. Em vez disso, ela faz questão de falar sobre a importância de “transmissão e transmitir algo” por meio de seu trabalho. Na prática, isso se traduz em escolher papéis que tragam mais conhecimento aos telespectadores: seja sobre a vida de mulheres esquecidas da história ou a educação sexual progressiva personificada por seu papel inovador. “Há uma dimensão enorme de atuação que tem a ver com legado. A maioria de nós quer deixar uma marca – esperançosamente, uma boa marca – e usar bem nosso tempo, porque essa é a única moeda sobre a qual temos controle”, diz ela. “[Ao escolher um papel] eu penso, ‘O que você quer doar de seu tempo? Isso vai trazer alegria para as pessoas ou ajudá-las?’ Não que eu seja uma missionária ou algo assim.”

Quando falamos, ela se prepara para mostrar um novo lado de si mesma com seu próximo projeto de época: o filme em francês Eiffel, lançado do outro lado do canal no final do ano. Girando em torno da construção da Torre Eiffel e da vida amorosa de seu engenheiro visionário, é tão emblematicamente francesa quanto parece. Para Mackey, que foi criada em Le Mans, representa uma chance de se reintroduzir ao povo de seu país. “Eu estava definitivamente em um ponto em que realmente queria me reconectar com esse meu lado [francês] e parecia o filme mais francês possível”, ela ri. “É uma história muito românica e romântica sobre a Torre Eiffel, que é um símbolo de Paris e da França em todo o mundo.”

Esta também será a primeira vez que muitos espectadores franceses ouvirão a voz real de Mackey, com sua personagem de Sex Education tendo sido dublada para o mercado francês por outra pessoa. “Eu fiquei com muita raiva”, diz ela, estranhamente franca enquanto discute o momento em que percebeu que outra atriz estaria expressando seu diálogo traduzido em francês. “Falei com [a equipe de Sex Education] também. Eu estava tipo, ‘Vocês sabem que eu posso fazer isso’. E eles disseram: ‘Sim, sim, sim, claro’, então colocaram outra pessoa para dublar. Sempre fiquei muito chateada com isso, mas é apenas uma daquelas coisas.” Para um indivíduo que é tão criativa e intelectualmente curiosa, parece que a descrição do trabalho de ator – essencialmente trazer a visão de outra pessoa à vida – pode estar começando a irritar. “Quando você é ator, você realmente não tem muito interesse criativo no que faz, o que é uma coisa muito estranha”, diz Mackey. “Eu meio que percebi que você é um recipiente para o sonho de outra pessoa.”

Essa frustração criativa é, talvez, o motivo pelo qual as ambições de longo prazo de Mackey não estão necessariamente na frente da tela. Olhando para o futuro, ela vagamente menciona o gosto para a agricultura: “Não estou prescrevendo um futuro para mim, mas sempre amei [a ideia de] me mudar para o campo. Eu só quero cultivar vegetais e trabalhar com a terra.” Em um termo mais curto, ela menciona que a ideia de se tornar uma escritora ou diretora está, “começando a estranhamente tomar conta do meu pensamento”, antes de qualificar modestamente: “Eu sei que não estou totalmente pronta para isso.” É claro, no entanto, pela paixão com que ela fala, que este é um sonho ao qual Mackey prontamente se dedicaria se ela tivesse a chance. “Me sinto muito atraída e seduzida pela ideia de escrever um filme e conceber algo, estar presente na concepção de uma história, trabalhar nela, ver através da história e depois escolher uma equipe”, diz entusiasmada. “Acho que há algo tão incrível em criar uma comunidade de pessoas para contar uma história. É literalmente unir uma cidade.”

Bebendo constantemente do conhecimento ao seu redor e tendo novas chances de aprender, a abordagem de Mackey para a vida é uma constante autoeducação – assim como para os personagens de Sex Education e o público aprendendo por meio deles. Ao contrário de muitos jovens atores em uma indústria obcecada por aparência e juventude, ela não tem medo de envelhecer, ao invés disso, vê isso como uma oportunidade para se tornar mais ela mesma. “Na verdade, estou ansiosa pra isso”, diz ela. “Ter lido mais, ter mais conhecimento, ter mais confiança e ser mais pé no chão. Você sabe o que eu quero dizer?” Sim, nós sabemos. E seja como atriz ou, no futuro, como cineasta, está claro que Mackey está apenas começando.


Fonte: Hunger Magazine
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

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