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19 de fevereiro de 2022
Post publicado por equipe embr

Emma Mackey é capa e recheio da edição Brave New World da revista Flaunt. Em entrevista, a atriz fala sobre sua coragem em deixar a Inglaterra e recomeçar sua vida na França, os filmes Eiffel e Morte no Nilo, o que gosta de fazer no tempo livre e mais. Confira:

Enquanto você lê estas palavras, escritas nesta página ou iluminadas por uma tela de LED, em algum lugar, alguém no planeta Terra está montando um novo quebra-cabeça no chão. Mil peças incompatíveis esperando para serem meticulosamente colocadas de volta. Elas intimidam o montador esperançoso. Cada peça é linda. Cada peça é complexa. Cada peça conta sua própria história, mas a totalidade da história não é desvendada até que cada uma esteja devidamente colocada. A atriz franco-britânica Emma Mackey é uma dessas peças do quebra-cabeça.

No entanto, se uma peça do quebra-cabeça é colocada de forma imprudente no lugar errado, amontoada com desdém ou completamente deixada de fora, a imagem final não se revela. Uma única performance em um filme ou programa de televisão pode ser surpreendente, mas se as outras performances fracassarem, o produto final não se sustenta. E assim, um diretor é um fabricante de quebra-cabeças, colocando tudo onde precisa estar.

Mas o que acontece quando uma peça de quebra-cabeça se rebela? “Eu odeio ser subestimada. Eu odeio isso,” Mackey me diz com paixão por trás de sua voz. “Cada vez mais, luto com a autoridade e quando me dizem o que fazer, o que é hilário, porque a maior parte do meu trabalho é ouvir o que fazer e fazer coisas para outras pessoas e ser um veículo para as ideias de outras pessoas.”

Agora, não se engane — Mackey não é um incômodo para se trabalhar. Ela não é uma diva, e isso fica claro em uma única conversa com ela. Ela segue o conselho e a orientação dos diretores com quem trabalha e deixa cada projeto com uma performance convincente, mesmo que não seja seu primeiro instinto. Na verdade, responder aos desejos de autoridade a leva a fazer algo que sua mente inicialmente lhe diz para rejeitar; permite que ela cresça e melhore a si mesma. “Odeio a ideia de ficar presa em alguma coisa”, diz ela sobre a estagnação.

O desdém de Mackey pela repetição foi o que a atraiu para uma carreira no mundo do cinema. É difícil se sentir sedentário quando a cada poucos meses ou anos você é alguém diferente. Por longas horas por dia, os atores vivem a vida dos outros. “Você está sempre tendo que se renovar”, diz Mackey, refletindo sobre todas as pessoas que ela se transformou na tela. “Você está sempre tendo que ser interessante para si mesmo e para outras pessoas.”

A primeira pessoa seriamente impactante que tivemos o privilégio de ver Mackey se tornar foi Maeve Wiley, uma garota de 17 anos superinteligente, mas nervosa, de cabelo rosa e fumante. A personagem apareceu ao lado de Asa Butterfield e Gillian Anderson na popular série britânica da Netflix, Sex Education, que estreou em 2019. Antes de 2019, se você perguntasse a seus amigos se eles ouviram falar de educação sexual, eles provavelmente zombariam de você. Claro que eles já tinham ouvido falar. Eles foram obrigados a assistir a esses vídeos sobre sexo e puberdade no ensino médio. Aquelas em que sua professora desajeitada manda os meninos irem para um quarto e as meninas para outro, e então coloca um VHS ou DVD antigo que fala sobre menstruar ou ter sonhos molhados e os perigos de doenças sexualmente transmissíveis. Ou se você morasse em um estado como Oklahoma ou Utah, eles te ensinariam que sexo é ruim! Ninguém deveria fazer! E se você fizer, você vai engravidar ou morrer!

Educação sexual tem um novo significado agora, e a popularidade da série eliminou a ideia convencional nas buscas do Google e afins. Naturalmente, a série segue estudantes do ensino médio navegando na estranheza de sua adolescência e sexo. Mas não o faz unidimensionalmente. Ao longo de três temporadas, testemunhamos a realidade de experimentar a intimidade sexual pela primeira vez.

Apesar do estilo excêntrico de sua personagem, o estilo pessoal de Mackey é relaxadamente maduro. Ela acabou de completar 26 anos. “Você começa e seu cabelo fica descolorido”, ela compartilha sobre a transformação de Maeve. “Então você é informada que vai ter um piercing no nariz e uma tatuagem presa nos dedos todos os dias. E você vai parecer um pouco nojenta e gordurosa e não terá permissão para lavar o cabelo por uma semana.” E ela ri: “E então isso vai durar quatro meses”.

Após o lançamento da terceira temporada em setembro de 2021, rumores surgiram na internet de que Mackey não retornaria para mais uma temporada, mas esse não é necessariamente o caso. “É engraçado,” ela lembra, “as pessoas realmente surtaram com uma frase que eu disse e ficaram tipo, ‘Oh meu Deus, ela não vai estar na quarta temporada’. Não, eu apenas disse que não tenho 17 anos e não consigo interpretar alguém com 17 anos para sempre.” Mackey acrescenta descaradamente: “Isso não significa que vou deixar a série. Estou focando em outras coisas agora.”

Ela tem muito em que se concentrar. Em 2021, seu primeiro filme em francês Eiffel – uma história sobre Gustave Eiffel e como um romance o inspirou a deixar uma marca para sempre no horizonte de Paris – foi lançado. Mackey cresceu na França e não se mudou para o Reino Unido para estudar inglês e fazer teatro até os 17 anos. O francês é sua primeira língua, mas isso não significa que seu primeiro filme francês veio sem nervosismo. “Foi definitivamente um desafio”, diz ela. “Foi a primeira vez que voltei à França como uma mulher adulta. Eu estava muito nervosa em falar francês novamente, mesmo sendo minha primeira língua.” Esse nervosismo não aparece na tela. Em vez disso, testemunhamos uma atuação admirável e uma química dinâmica entre ela e Romain Duris, que interpreta Eiffel.

Várias coisas tiveram que se alinhar perfeitamente para trazer Mackey de volta à França. O conceito do filme foi colocado no papel anos atrás, mas o projeto continuou sendo adiado e deixado de lado. Várias atrizes foram escolhidas para interpretar Adrienne Bourgès antes de Mackey aparecer. Quando finalmente chegou a hora do filme ser feito, o diretor Martin Bourboulon foi a Londres, onde Mackey estava morando, e marcou uma reunião para discutir seu possível envolvimento. Mackey teve a pior gripe de sua vida na noite anterior. Ela estava vomitando e tremendo apenas algumas horas antes, mas seu cérebro lhe disse para seguir em frente. “Eu estava tipo, apenas tome paracetamol e vá para essa porra de reunião”, ela lembra, “porque isso pode mudar sua vida. E mudou.”

Esse encontro mudou sua vida em muitas maneiras. Isso permitiu que ela se apresentasse de uma maneira que ela ainda não teve a chance de explorar, mas também a trouxe de volta às suas raízes – a França. Quando adolescente, Mackey estava muito ansiosa para sair e conhecer um novo lugar com diferentes culturas e costumes. O Reino Unido lhe proporcionou isso e muito mais, permitindo que ela se tornasse uma atriz e aprendesse sobre filosofia e literatura. Também permitiu que ela “alcançasse o tempo perdido”, como ela diz. Ela morou em Londres por quase dez anos, mas como sabemos, Mackey não gosta de reiteração. “Pensei que ia ficar lá para sempre”, diz ela, lembrando o desespero para deixar a França que inspirou a jornada, “Então eu falei, ‘Não, não vou mais ficar na Inglaterra. Não é para mim.'”

A decisão exigia coragem. “Acho que mudar minha vida de forma bastante significativa é muito corajoso”, diz ela. “Eu me mudei de Londres e voltei para este país. E muitas coisas na minha vida pessoal mudaram, e eu tive que ser corajosa sobre isso e me defender. Eu acho isso admirável.” Para Mackey, bravura é apenas isso: evolução. “Coragem é se permitir não ficar preso e se dar permissão para mudar e evoluir”, ela expande. “Acho que as pessoas geralmente sentem que devem algo a outras pessoas e sentem que precisam permanecer em um tipo específico de padrão para fazer outras pessoas felizes. Mas acho que, para ser corajoso, você precisa cuidar de si mesmo e mudar o padrão, quebrar o ciclo, seja o que for, e se recuperar.”

Mackey toma goles de chá entre as perguntas. Ela está sempre se passando por uma nova pessoa mas agora sua agenda é sempre diferente. Sua vida é acelerada, mas ela leva tempo para aproveitar as simplicidades da vida agora que está de volta à França. “Adoro cozinhar e adoro testar receitas. No meu tempo livre, assisto constantemente a vídeos de receitas e documentários sobre comida.” Quando não está cozinhando, ela passeia à beira-mar perto de sua nova casa.

Parar para cheirar as rosas é algo que Mackey agradece por poder fazer, mas só vem depois de anos de projeto após projeto. Em 2022, ela retornará às telonas – desta vez ao lado de Gal Gadot, Letitia Wright e Ali Fazal – como Jacqueline de Bellefort, uma mulher envolvida no drama de Morte no Nilo, de Kenneth Branagh, um mistério sobre o assassinato de uma jovem herdeira, baseado no romance de Agatha Christie. Mackey fez comédias, dramas, filmes de romance e agora mistérios, mas a única constante é que ela está sempre sendo jogada em uma das cenas mais emocionalmente desgastantes no primeiro dia no set. “Eu sempre começo com uma cena muito grande”, ela compartilha. “Eu nunca tive um caminho fácil para nada. Sempre foi como um maldito batismo de fogo.”

Morte no Nilo a viu abraçar uma cena imediata que afeta sua personagem e toda a trama logo de cara. O longa também foi filmado em filme – com apenas uma quantidade limitada de tomadas. A pressão de precisar acertar o take nas primeiras tentativas foi intimidante, Mackey compartilha, mas a beleza resultante do filme supera a tensão. “Todo o processo, o processo fílmico e a maneira como cada rolo de fita é um artefato, e é sólido, está lá, e você pode entregá-lo de pessoa para pessoa, levá-lo de volta e desenvolvê-lo, parecia uma coisa totalmente diferente. Parecia realmente mágico porque parecia um pedaço da história.”

Para garantir que as performances combinassem com a beleza mágica do visual do filme, Branagh colocou os personagens em um rigoroso processo de preparação. “Eu tinha um questionário para preencher com perguntas específicas como ‘Jackie gosta de sol? O que ela come de manhã? Há quanto tempo ela está no Egito?” Como uma rebelde natural, a primeira reação de Mackey ao receber um questionário foi questionar a intenção por trás dele. “Eu senti como se estivesse na escola quando recebi aquele questionário de Ken. Eu fiquei tipo, ‘Ele está me testando? Ele está me testando agora?” Mas depois de levar o questionário a sério, ela percebeu o quão benéfico era. “Isso me forçou a me provar ainda mais. Me desafiou de um jeito bom e saudável.”

Mackey vive e respira originalidade. Ela não vai assumir um personagem só porque parece familiar. Ela tem uma lista de perguntas que fará a si mesma antes de aceitar um papel. Ela fala sobre critérios: “A personagem é interessante e como ela é desenvolvida? Vai ser interessante e desafiador para mim? Será que vai me servir? E vai servir aos outros? Tem alguma razão para isso? Seria melhor para outra pessoa? Ou isso é para mim?”

Uma das últimas perguntas que Mackey fez a si mesma: “Devo dirigir um filme?” É uma pergunta que está no fundo de sua mente há um tempo. Ela já rabiscou ideias, mas antes de fazer uma jogada, ela acredita que precisa de mais experiência. Ela quer assistir mais filmes e estudar mais diretores. Para mergulhar totalmente. “Não quero ser trapaceira”, conclui. “Não quero ser diretora só porque sou atriz.”

Se Mackey é uma daquelas peças de quebra-cabeça esperando para ser levantada e colocada na foto, ou se, mais adiante, ela é quem remonta a foto embaralhada, ela sempre fará o que for preciso para criar algo novo e magnífico – e ela fará com uma bravura inabalável.


Fonte: Flaunt
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Categorias: Entrevista

Emma Mackey é capa e recheio da edição de novembro da revista francesa Cosmopolitan. Confira abaixo a entrevista traduzida:

Emma Mackey está em toda parte! Revelada pela série Sex Education da Netflix, ela abandonou suas roupas de adolescente para impulsionar sua carreira. Em Eiffel, de Martin Bourboulon, um filme de 23 milhões de euros, ela contracena com Romain Duris. A jovem interpreta Adrienne Bourgès, o grande amor de Gustave Eiffel. Este romance impossível e apaixonado inspira no engenheiro uma obra-prima, a construção da Torre Eiffel. Uma façanha arquitetônica alcançada em tempo recorde: apenas dois anos de obra. Pensar que um homem é capaz de erguer um monumento que culmina em 324 metros, só por amor – e alguns cálculos matemáticos – é um sonho… Em 2022, Emma também estrelará Morte no Nilo, ao lado de Gal Gadot, e em um filme biográfico dedicado à famosa poetisa inglesa Emily Brontë.

Um número inglês aparece em nossa tela e uma voz cantarola do outro lado do telefone: “Olá!” Quase esquecemos que Emma Mackey fala francês. Nascida em Mans, no Sarthe, ela decidiu se mudar para a Inglaterra após terminar o ensino médio. Ela estudou na Universidade de Leeds antes de se mudar para Londres para começar sua carreira de atriz.

Seu grande reencontro com a França? Aconteceu durante as filmagens do filme Eiffel. “Fiquei feliz em voltar para participar deste projeto ambicioso. Os trajes, a decoração, a história… É uma ode à curiosidade e à construção. Foi um sonho e me senti pronta para esse filme.” Emma fala rápido ao telefone, e em sua voz você ainda pode sentir a emoção de fazer parte deste longa-metragem. “Eu não sabia nada sobre a Torre Eiffel. Fico feliz por poder fazer filmes educativos e históricos, que não existem apenas para fazer sonhar.” Esta é a força de Emma Mackey: aos 25 anos, ela escolhe seus papéis com maturidade e inteligência. “Quero fazer filmes que me desafiem, que questionem as pessoas e nos ensinem coisas. Não estou aqui para aparecer ou para me colocar em um elenco de cinco estrelas.” No entanto, seu nome se tornará imprescindível. Impulsionada pelos holofotes, sua conta no Instagram agora tem 5 milhões de seguidores e as entrevistas seguem aos montes.

Em 2019, quando a entrevistamos pela primeira vez, perguntamos a ela do que ela mais se orgulhava. Ela franziu os lábios antes de responder: “Estou tendo problemas com esse termo ‘orgulho’. Eu não gosto disso. Eu sou apenas a parte visível e hiper privilegiada. Fora das câmeras, toda uma equipe trabalha muito.” Dois anos depois, seu currículo aumentou, mas seu ego não. Em uma vida agitada, “com pouco tempo para dormir”, Emma tenta encontrar o equilíbrio: “Às vezes penso comigo mesma: ‘Mas o que você está fazendo?’ Esse trabalho nos leva a muitas coisas em um ritmo intenso. É maravilhoso, muito educativo, mas você dá muita energia e pode se tornar um teste se você não conseguir encontrar um meio-termo. Eu me distancio, me protejo, me cuido. Além de atuar, quero uma vida simples e feliz.”

“Quando penso em algumas das minhas entrevistas para a primeira temporada de Sex Education, percebo que os repórteres se divertiam muito. Eu era muito jovem e queria me sair bem, mesmo que isso significasse responder a perguntas inadequadas… Às vezes me dá vontade de deletar todas as fotos e vídeos da época.”

Falando em fotos, há muitas montagens que a deixam parecida com a superestrela australiana Margot Robbie. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Emma reagiu. Não, ela não quer se parecer com outra pessoa, nem ser colocada em uma caixa. Acima de tudo, ela prefere que falemos sobre sua trajetória artística do que sobre sua aparência. “Sex Education foi um presente, mas eu queria fazer muito mais. Lutei por isso e tive sorte.” Para Martin Bourboulon, o diretor de Eiffel, Emma era a atriz ideal. Nós entendemos: com seu temperamento “rock e romântico”, o papel de Adrienne Bourgès se encaixa como uma luva.

“Eu adorei interpretar essa personagem. Curiosa e aventureira, Adrienne quer ganhar a vida e viver seu fascínio por Gustave Eiffel. Na segunda parte do filme, ela parece mais reservada. Ela é uma mulher casada que enfrenta escolhas impossíveis. Mesmo sendo vítima da sociedade, ela continua forte e decide o rumo que sua vida tomar.” Emma quer desempenhar papéis que tenham substância e que se entregam a uma missão: “dar vida às mulheres do passado, daquelas de quem não falamos, ou que reduzimos a seus maridos”. Missão (já) cumprida ao interpretar Emily Brontë, autora do romance mundialmente conhecido O Morro dos Ventos Uivantes. E no futuro, por que não pegar uma caneta e ficar atrás da câmera? “Escritores e roteiristas trabalham de maneiras muito específicas, é um exercício difícil de entender, requer muita coragem. Espero chegar lá um dia.”


Fonte: Cosmopolitan França
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Categorias: Eiffel Entrevista

Emma Mackey concedeu uma pequena entrevista ao site francês Madame Figaro. Confira:

Ela interpreta a menina rebelde do ensino médio com tanta convicção na série Sex Education – cuja terceira temporada estreou em 17 de setembro na Netflix – que você quase esquece que Emma Mackey tem 25 anos. Por outro lado, não tínhamos dúvidas sobre o seu alcance como atriz, que enriquece no cinema com uma personagem livre, forte e independente. Em Eiffel, nos cinemas a partir de 13 de outubro, ela respira a modernidade necessária em Adrienne, uma mulher romântica e vanguardista que teria inspirado o famoso engenheiro a criar sua lendária torre. Nascida em Le Mans – pai francês, mãe britânica -, mas morando na Inglaterra há sete anos, a atriz faz sua primeira incursão no cinema francês com este blockbuster. Certamente não o último.

Você esperava atuar em um filme francês?

Claro, este país é metade de mim! Mas vibrei especialmente por essa história, por esse amor impossível e por minha personagem, que vemos crescer e evoluir. Mas também era preciso corresponder à ambição do projeto e ao que ele implica.

Por exemplo?

Com um filme dessa magnitude, o foco está no que você faz e diz. E embora me expressar por meio de uma personagem não me assuste, falar em meu nome não é tão fácil.

Como surgiu sua vocação para atriz?

Quando criança, eu era bem discreta na escola, mas em casa fazia um show para a família. Minha família do lado inglês, amava arte: líamos em inglês, ouvíamos BBC, minha mãe e meus avós faziam teatro amador… Eu amava Emma Thompson, a quem devo meu primeiro nome, e na França onde morei, via a Inglaterra como um paraíso, através de um filtro rosa. Quando me mudei para lá para estudar literatura na Universidade de Leeds, conheci pessoas que buscavam uma carreira como ator e as segui até Londres. Meu professor então me recomendou ao meu agente, que me inscreveu para castings. Depois de seis meses, Sex Education chegou.

Como a série mudou sua vida?

Em tudo, mas só percebi recentemente. Finalmente tive tempo de me acalmar e tudo voltou para mim como um bumerangue, principalmente a ansiedade. Mesmo que eu ame essa série, eu fiquei com medo de ser associada apenas à minha personagem, Maeve, e que me ofereceriam apenas papéis de adolescente. Eu estava errada.

Quais são suas aspirações hoje?

Quando eu tiver mais experiência, gostaria de levar um projeto do início ao fim. Escrever e dirigir é ter controle sobre o que você quer contar. Eu aspiro a outros papéis tão fortes como Maeve, Adrienne ou Emily Brontë, que interpretei no próximo filme biográfico de Frances O’Connor. Não quero papéis femininos que existam apenas por intermédio de outros.

As diretoras francesas inspiram você?

Sim. Maïwenn, cuja busca pela verdade eu admiro.

E você pretende voltar a morar na França?

Com certeza. No momento, é muito melhor para mim estar em um continente só. De qualquer forma, eu tenho projetos de filmes por aqui.


Fonte: Madame Figaro
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Categorias: Eiffel Entrevista

Em conversa com a revista Elle, Emma Mackey falou sobre o romance de Maeve e Otis, sua relação incômoda com as redes sociais e como ela espera que a Maeve se desenvolva em uma possível quarta temporada. Contém spoilers.

“Nunca fui boa em fazer apenas uma coisa ”, admite Emma Mackey. Talvez isso – o fato de sua própria inquietação – seja o que torna esse tipo de entrevista publicitária um desafio para a atriz de 25 anos. Certamente ela adora falar sobre Maeve, seu papel na comédia adolescente Sex Education da Netflix, mas ela está constantemente afastando o medo de que ficará para sempre marcada como Maeve. É o trabalho que a tornou a estrela tão procurada que é hoje, mas também é um trabalho que ela quer, algum dia, desapegar e crescer. Essa agitação não é exatamente um novo traço de personalidade de Mackey; antes de conseguir Sex Ed, ela foi uma estudante na Universidade de Leeds, onde estudou inglês e literatura. E francês. E as leis.

“Atuar, nesse aspecto, é ótimo porque você pode fazer o papel de uma médica por três meses e depois de uma escritora pelos próximos três”, diz ela. “É uma coisa linda para alguém com um cérebro como o meu.”

A atriz é protagonista de dois grandes filmes, Morte no Nilo e Emily, mas hoje, ainda estamos falando sobre Maeve. Tudo, em última análise, remonta a Maeve, o primeiro papel recorrente de Mackey na TV e uma das figuras mais fascinantes na nova temporada de Sex Education, que estreou na sexta-feira. Maeve é o tipo de papel que as atrizes desejam: ela é o interesse amoroso cujas cenas mais cativantes acontecem fora da órbita de seus romances. Corajosa, intelectual e uma amiga profundamente leal, Maeve nutre uma perspectiva revolucionária sobre sexo dentro da atmosfera antiquada do Colégio Moordale. São suas ideias – não sua aparência de Margot Robbie – que a unem pela primeira vez ao peculiar protagonista de Asa Butterfield, Otis.

Ironicamente, é sua performance como Maeve que prova que Mackey tem o talento de atuação para, eventualmente, deixar Maeve para trás. A 3ª temporada, em particular, é um terreno fértil para o desenvolvimento de Maeve e Mackey, uma ascensão dupla que é tão divertida quanto significativa de assistir.

Quando você assinou pela primeira vez para Sex Education, você tinha alguma ideia de que seria esse grande sucesso que é hoje?

Eu não tinha ideia. Eu não tinha certeza se faria a série. Eu nunca tinha feito [uma série de TV] antes, então foi muito significativo. Felizmente, foi tratado muito bem e foi editado e lançado muito bem. Isso acabou elevando as coisas. Outros projetos agora, fico tipo, ‘Por que isso não é como Sex Ed?’

Se você não tinha tanta certeza no início, o que a fez decidir pegar o papel?

Esse papel foi um presente; Eu realmente não poderia recusar. Acho que todas as dúvidas que eu tinha eram mais sobre meus nervos, meu próprio tipo de pudor que eu poderia ter tido na época, ser nova e não saber o que era certo para mim.

Mesmo assim, eu não tinha lido todo o roteiro. Eu tinha lido apenas alguns [episódios], mas me senti muito protetora com ela [enquanto eu lia]. Em um ponto, eu disse, ‘Talvez eu gostaria de interpretá-la, porque eu acho que ela é muito especial’.

Muitas séries tentam dizer algo importante sobre sexo, mas Sex Education é inovadora de uma maneira que a maioria das séries sonham. Se você pudesse identificar essa magia que Sex Ed tem, o que você acha que seria?

Por ser uma espécie de mundo estilizado e acentuado, acho que os escritores são capazes de criar e explorar tópicos que de outra forma não seriam possíveis. Por estarmos nessa bolha muito específica, os personagens têm espaço para ganhar vida.

[A série] também tenta se encaixar em tantas coisas que você está fadado a se reconhecer em algum momento. Mesmo em um nível prático e educacional, eu acho que [a série] está tranquilizando muitas pessoas, fazendo essas pessoas chegar a um acordo com coisas que elas realmente não se permitiram enfrentar. Isso faz com que as pessoas realmente dêem um passo para trás e pensem: ‘Que porra é essa? Oh meu Deus. Isso aconteceu comigo.’ Ou: ‘Oh, eu era assim. É por isso.’ Ajuda as pessoas a realmente conectar os pontos, o que é formidável.

Na 3ª temporada, abrimos com Maeve em um lugar particularmente desafiador. Sua mãe se recusa a falar com ela. Ela não ouviu a mensagem de voz de Otis, então eles estão em uma posição desconfortável. Ela talvez tenha uma queda por Isaac. Qual foi a dinâmica mais interessante para você explorar?

Acho que o que foi realmente interessante de explorar – também porque eu amo [Anne-Marie Duff, que interpreta Erin Wiley] – todas as coisas com a mãe [de Maeve] são muito importantes para mim. Adiciona real profundidade e autenticidade a Maeve. A vida familiar de cada um alimenta e nutre quem eles são e por que agem da maneira como agem na escola e até mesmo como poderiam ser com sua sexualidade. Isso é por causa de seus pais? Sinceramente, são tantos pontos que se conectam que é meio estonteante.

Há uma cena íntima entre Maeve e Isaac nessa temporada. Estou curiosa para saber como você e George Robinson trabalharam juntos para traduzir esse conforto, essa facilidade.

Não é realmente uma coisa forçada, e essa é a magia do elenco. É por isso que fazemos leituras de química, e é por isso que [a diretora de elenco Lauren Evans] é um gênio, porque ela nos colocou todos juntos. Então, tudo está sendo feito para nós.

Houve muitas idas e vindas nas cenas de intimidade. É sempre muito importante transmitir as mensagens certas, para garantir que sejam feitas de uma forma que leve em consideração onde os personagens estão e quem eles são. Eu queria ser uma amiga para [George] e ter certeza de que ele se sentia seguro e que era ouvido. Ele foi tão gentil, generoso e paciente comigo. Sim, ele é um menino e amigo adorável.

Mas, novamente, temos sorte, porque [todos os membros do elenco] geralmente se dão bem. É um pouco louco. É incrível ter um conjunto de pessoas na casa dos vinte anos, que se dão tão bem e que se vêem fora do trabalho e que cultivam e alimentam essas amizades fora do trabalho. Eu acho isso muito importante. Essa é a principal lição desse trabalho que eu amo.

Você e Asa Butterfield, como Maeve e Otis, tiveram um arco realmente interessante ao longo dessa temporada. Os dois personagens dançaram em torno um do outro por quase três temporadas inteiras, e então, finalmente, temos esse beijo importante e eles estão finalmente juntos! Então Maeve tem que partir para os Estados Unidos. Por que você acha que esses dois personagens continuam se desencontrando? Você acha que eles têm futuro?

Eu sempre vi isso como – é uma questão de tempo. O que costuma acontecer, não é? Acho que os dois são muito bons em comunicar como se sentem, Otis talvez mais do que Maeve. Mas realmente, eles precisavam crescer e descobrir por si mesmos.

Além disso, todo o seu mundo não gira em torno um do outro. Ambos têm vida em casa. Eles não são satélites em torno um do outro. Acho que é importante mostrar que cada um tem sua vida. Se for o momento certo, vai acontecer, e acho que foi isso que conquistamos nessa temporada.

Qual parte da terceira temporada é a sua favorita, mesmo que não envolva Maeve?

Eu estava ansiosa para ver o relacionamento de Cal (Dua Saleh) e Jackson (Kedar Williams-Stirling) evoluir – eu realmente gosto da dinâmica deles. Além disso, sinto que [todos os membros do elenco] se tornaram mais fundamentados. Todo mundo está em um nível em que temos uma base sólida, e agora podemos brincar com isso e tornar tudo mais natural.

Você mencionou várias vezes em entrevistas que tem um desconforto geral em torno da ideia de celebridade. Você ficou mais à vontade com seus seguidores? Ou ainda é chocante ser considerada uma figura pública?

Eu realmente não me importo. Eu realmente não me importo muito com isso, e não quero sugar cada grama de energia que tenho. Acho que é por isso que falei de forma tão veemente sobre o Instagram e as redes sociais e tudo isso, porque acho que não tem relação com quem eu sou. Eu realmente não vejo por que [o mundo deveria seguir] alguém como eu, que só quer uma vida simples – o que é hilário porque eu realmente não acho que escolhi o emprego certo para isso. [Risos]

Tenho certeza que [a atenção] pode trazer alguns benefícios para algumas pessoas, mas não acho que funcione para mim. Isso me traz uma enorme ansiedade e desconforto. Tenho muita sorte em fazer meu trabalho e sei que agora faz parte do trabalho fazer esse tipo de coisa, mas não precisa ser. Eu quero ser capaz de fazer uma escolha sobre esse assunto.

Você também expressou seu desejo de explorar uma vida fora da atuação. Esse ainda é o caso? Você se vê como uma roteirista ou alguém por trás das câmeras?

Sim, e acho que essas mudanças acontecerão naturalmente. Estou muito feliz no meu trabalho e adoro o meu trabalho quando estou nele. Eu sinto que quando estou no set, estou no meu elemento, e isso me traz muita alegria. Então, não vou parar de atuar agora. Gosto da ideia de ser pau para toda obra. E porque não? Por que não dirigir?

A terceira temporada termina com Maeve saindo para estudar no exterior, nos Estados Unidos. Estou curiosa para saber o que você quer que Maeve tire dessa experiência. Se a 4ª temporada acontecer, como você quer que ela mude?

Estou animada para ela fazer novos amigos, se abrir um pouco mais e ser exposta a uma cultura diferente, a um tipo de mundo diferente. Porque ela só viveu em sua pequena bolha. Como ela é fora dessa bolha?

Seria muito bom vê-la realmente vivendo seu sonho. O que isso faz a uma pessoa e como isso muda você? Que tipo de felicidade isso te dá? E todas as angústias de estar longe de casa. Se a quarta temporada acontecer, será uma coisa adorável de testemunhar.

Finalmente, o que a série e essa experiência lhe ensinaram sobre sexo em nossa cultura mais ampla? Você acha que sua perspectiva mudou desde que começou a trabalhar em Sex Ed?

Quero dizer, é claro. Acho que esse é o ponto, não é? Eu acho que a principal conclusão é que [a série] não é prescritiva, e espero que as pessoas não vejam isso como, ‘Oh, é assim que [sexo] deve ser.’ Essa é uma história que estamos contando, e esses são os personagens que temos para oferecer a você. Faça com eles o que quiser, mas vá em frente e discuta todos esses tópicos. Mesmo que você ainda não esteja pronto [para fazer sexo], saiba que criamos essa pequena bolha para você mergulhar, se sentir seguro e tranquilo.

A terceira temporada de Sex Education já está disponível na Netflix.


Fonte: Elle
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Emma Mackey concedeu entrevista ao site Buzzfeed e falou sobre suas cenas favoritas de Maeve e Otis, os bastidores das filmagens da cena do ônibus na segunda temporada, o que esperar da terceira temporada de Sex Education, Emily e mais. Confira:

1. Você se lembra de como foi sua audição para Sex Education?

Eu lembro da minha primeira tomada com Lauren [Evans, a diretora de elenco] e a assistente de Lauren. Na primeira audição, houve também um produtor; Ben Taylor, um de nossos diretores; e um dos supervisores do roteiro. Eu lembro que foi realmente adorável e eles foram muito amigáveis e calorosos. Foi a primeira vez que estive em uma sala com um produtor e diretor, então pareceu muito oficial.

2. Você chegou a fazer audição com outros membros do elenco antes do início das filmagens?

Lembro de ter feito com Kedar [Williams-Stirling]. É o único que eu lembro. Eu assisti recentemente, alguns meses atrás, e parecemos tão jovens. Estávamos na casa dos 20 anos, mas eu me sinto como um bebê. Essa audição foi adorável. Nós nos divertimos muito.

3. Existe algum filme ou programa de TV que fez você querer se tornar atriz?

Não é a resposta mais curta. Eu lia mais livros do que assistia a filmes e programas quando era criança. Então, eu estava mais interessada em imaginação e histórias. Mais adiante isso naturalmente progrediu para a ação. Quando eu entendi que aquele era um trabalho real que as pessoas poderiam ter, fiquei muito animada.

4. Você tem um ator com quem gostaria de trabalhar no futuro?

Eu gostaria de trabalhar com Alicia Vikander.

5. Há um ator que você admirava enquanto crescia?

Emma Thompson. Adoraria trabalhar com ela também.

6. Um dos maiores momentos de Sex Education é quando Maeve e as outras amigas de Aimee sobem no ônibus com ela. Como foi filmar essa cena?

Foi muito especial. Eu não gosto de projetar e entrar na minha cabeça durante as filmagens e dizer tipo, ‘isso vai funcionar?’ porque eu iria me estressar e tudo mais. Mas eu lembro que passamos alguns dias gravando a cena da detenção com todas as garotas juntas e então a cena que quebramos o carro. A cena do ônibus foi no meu último dia da 2ª temporada. Foi muito emocionante. Aimee [Lou Wood] simplesmente nos surpreende e estou completamente obcecada por ela. Eu amo ela. Então é bom vê-la brilhar em coisas assim. Foi um momento tão importante e adoramos o tanto que as pessoas reagiram a essa cena.

7. Existe alguma cena da Maeve até agora da qual você mais se orgulha?

Existem muitos momentos adoráveis e importantes para o desenvolvimento de Maeve, especialmente em seu relacionamento com as pessoas. Eu amo as cenas que Aimee e eu temos juntas. Essas cenas estão sempre na minha cabeça. Também adoro as cenas com a mãe da Maeve, a Erin. Significam muito para mim. Eu simplesmente amo e admiro Anne-Marie Duff, então sempre que começo a trabalhar com ela é um verdadeiro prazer. Ela me ensina muito e é uma ótima guia para se ter no set. Ela é uma mulher para se admirar e um bom ser humano.

8. Maeve e Otis tiveram grandes cenas juntos em Sex Education, mas você tem um algum momento favorito?

Eu realmente amo a cena na 1ª temporada, quando ele dá a ela seu casaco. Por alguma razão, aquele pequeno momento na ponte é um dos meus favoritos. Aquece o coração. Tem uma certa inocência naquela cena, o que eu gosto bastante.

9. Maeve teve um grande desenvolvimento nas três temporadas. Como tem retratado o arco de sua personagem até agora?

O que eu mais amo no enredo de Maeve é vê-la crescer ao longo das três temporadas em suas interações com outras pessoas. Ver Maeve crescer ao lado de Aimee e como esse relacionamento tem sido especial. Essa relação que no papel não faz sentido, mas de alguma forma funciona como um sonho. Elas se elevam uma a outra e estão lá uma para a outra e são capazes de coexistir uma com a outra, embora sejam completamente diferentes. Acho que isso é realmente a chave para a pessoa e existência de Maeve. A maneira como Maeve interage e opera com as pessoas e aprende com elas é algo que adoro. Podemos ver muito mais disso na 3ª temporada também.

10. Maeve e a Sra. Sands sempre têm ótimos momentos juntas. Como tem sido interpretar esse relacionamento e ver Maeve ter uma professora que a apoia em sua vida?

Um momento em que penso é o ensaio de 10 anos, porque não é apenas um grande momento, mas também, como você disse, as interações de Maeve com a Sra. Sands são importantes para ela em todas as três temporadas. A Sra. Sands ampara Maeve e dá a ela permissão para abraçar totalmente sua mente, sabe? A Sra. Sands dá esse espaço para Maeve, o que eu acho muito importante. É realmente comovente ver esse relacionamento.

11. Quando você recebe um roteiro de Sex Education, com quem você espera que Maeve compartilhe uma cena?

Eric, sempre. Quero dizer, Ncuti [Gatwa] e eu falamos disso entre nós, tipo, ‘por que não temos mais cenas juntos?’ Eu adoraria que Maeve tivesse todas as cenas com Eric só porque acho Ncuti brilhante e muito bom no que faz. É uma alegria vê-lo trabalhar e ele também é meu melhor amigo. Eu amo ele. Há um bônus em Maeve ter cenas com Eric porque assim eu posso sair com Ncuti.

12. E há outro ator na série com quem você adoraria trabalhar ainda mais?

Eu adoraria ter uma cena com Gillian [Anderson]. Nunca tive uma cena com Gillian. Eu fico tipo, ‘olá? Todo mundo vai se divertir com a Gillian, menos eu?’ Seria bom construir o relacionamento de Maeve com os personagens que temos e criar algumas novas amizades lá.

13. Qual é a sua melhor história com fãs?

Acho que as coisas que ficam na minha cabeça são quando as pessoas escrevem cartas de verdade, o que não acho que aconteça muito. Eu realmente não leio DMs ou algo assim e não tenho conhecido pessoas em premiere e eventos há muito tempo. As pessoas geralmente são muito amáveis, mas acho que o que realmente fica na minha cabeça é quando as pessoas realmente usam o tempo e escrevem cartas à mão. Elas costumam dizer coisas muito gentis, significativas e pessoais. Eu as mantenho em segurança em um caderninho em minha casa.

14. O que você está mais animada para os fãs verem na terceira temporada de Sex Education?

Adoramos ver o crescimento e o desenvolvimento de Maeve. Há muitos momentos adoráveis para Maeve nesta temporada – eu continuo dizendo a palavra adorável, como se eu pudesse soar mais britânica. – De qualquer forma, acho que as pessoas vão gostar, com sorte, da amizade de Maeve e Aimee porque elas passam por alguns altos e baixos. Nós vemos elas muito mais juntas, o que inevitavelmente traz novas dinâmicas para o jogo.

Em seguida, o relacionamento de Maeve com sua irmã mais nova e a nova mãe adotiva de sua irmã. Veremos o que isso faz com Maeve, o que isso evoca nela, como isso a faz se sentir e como isso complicou seu relacionamento com sua mãe. É muita coisa acontecendo para Maeve.

15. O que você pode nos dizer sobre Emily?

Foi muito intenso, não vou mentir. Foi fantástico. Foi brilhante porque adoro literatura e adoro história. Então meio que juntou os dois mundos para mim. Não é um filme biográfico, o que é muito bom porque na verdade não sabemos muito sobre Emily Brontë porque ela era uma pessoa muito reservada. Frances O’Connor, que é a diretora e roteirista, meio que entrelaçou elementos de O Morro dos Ventos Uivantes com alguns elementos biográficos.

Portanto, é uma reimaginação completa da vida dela e nós meio que concretizamos uma pessoa completamente nova. É baseado na vida de Brontë, mas é realmente uma reimaginação. Criamos um mundo para ela, o que é realmente emocionante. Isso meio que tira um pouco a pressão de interpretar um ser humano da vida real.

16. Como foi filmar Emily logo após a terceira temporada de Sex Education?

Sim, saí de Sex Ed e fui direto gravar Emily. Eu tive cerca de três semanas entre os dois e eu estava tipo, ‘tudo bem, vamos lá.’ Tenho muita sorte de poder fazer isso, então foi muito divertido.

17. Qual é o seu livro favorito de todos os tempos?

Oh, por que você está fazendo isso comigo, Nora?! Não tenho um livro favorito de todos os tempos. Vou apenas deixar claro porque sou uma grande fã de literatura que não consegue escolher um.

18. Qual o último livro que você leu e que recomendaria?

Eu li um livro recentemente chamado As Garotas, de Emma Cline. Uma amiga me emprestou e gostei muito. Eu li em dois dias.

19. Você tem um filme favorito adaptado de um livro?

Eu diria que adoro Razão e Sensibilidade, a versão de 1995. Esse é o primeiro que me veio à cabeça. Além disso, Harry Potter. Quando eu era criança, eu era obcecada por Harry Potter e li os livros, obviamente. Não consigo pensar em nada do nicho e legal, mas esses são alguns dos meus favoritos.

BuzzFeed: Tudo bem. Eu li tantos livros, mas sempre que me perguntam isso, a primeira coisa que penso é Crepúsculo.

[risos] Nora, meu Deus. Veja, você também pensa nos livros de infância. Agora eu não me sinto tão mal assim. Há anos que não penso em Crepúsculo. Obrigado por me lembrar.

20. A cada temporada, Maeve é constantemente puxada em várias direções emocionais diferentes. Como é filmar esses tipos de cena?

É isso que quero dizer, tipo, você não pode simplesmente dar uma chance a Maeve pelo menos uma vez? Por que ela tem que passar por tudo isso? Mas todo mundo está passando por muita coisa, especialmente nesta temporada. É uma montanha-russa, mas é uma alegria interpretar uma personagem tão complexa.

21. Qual foi a última série de TV que você maratonou?

Succession. Estou OBCECADA por Succession. Eu amo tanto.

22. Você já pegou alguém assistindo Sex Education em um vôo, trem ou em qualquer outro lugar em público?

[risos] Isso é muito engraçado. Eu já. Eu não os “peguei”, tipo, ‘ah, você está assistindo nossa série’, mas eu passei por pessoas no trem e dei uma risadinha atrevida para mim mesma. Eu achei muito engraçado. Muitas pessoas no telefone também. As pessoas adoram assistir no telefone, o que acho interessante. Eu fico tipo, você está rodeado de pessoas e está, tipo, assistindo intensamente essa série no seu telefone.

23. Alguém já notou você perto deles enquanto eles assistiam Sex Education?

Não, eu acho que não. Aconteceu recentemente quando eu estava usando máscara, então acho que ninguém pode dizer que sou eu. É por isso que posso ficar confiante com a minha risada sobre eles assistirem em público; é porque eles não podem me ver.

24. Como foi filmar a terceira temporada de Sex Education durante a pandemia do COVID-19?

Isso não mudou muito a nossa maneira de trabalhar. Obviamente, tínhamos os protocolos de segurança e tínhamos que medir a nossa temperatura todas as manhãs, testes de COVID três ou quatro vezes por semana, e todos usavam máscaras. Mas isso realmente não afetou nossa maneira de filmar. Demorou um pouco mais para a série se feita. Fora isso, foi muito, muito bem. E, na verdade, estávamos todos muito empolgados para trabalhar porque acho que naquele ponto estávamos todos meio loucos e querendo se ver. Acho que também estávamos pensando: seremos capazes de trabalhar de novo? Acho que essa foi uma pergunta genuína que tínhamos. Então, geralmente, havia muita empolgação para voltar e fazer isso.

25. Qual a sua refeição caseira favorita de todos os tempos?

Amo cozinhar e adoro comida. Eu realmente não tenho uma refeição específica, mas adoro fazer macarrão. Não sou italiana, mas sou muito boa em fazer macarrão. Foi o que me disseram. Eu adoro fazer pratos de massa com muito limão. Todo mundo adora macarrão, então adoro poder fazer para alguém.

26. Qual emoji você mais usa?

Não uso muito emojis, mas quando uso, provavelmente é apenas um coração (❤️).

27. E finalmente, como você acha que seria o dia perfeito da Maeve?

Oh meu Deus. Essa é uma boa pergunta. Acho que provavelmente outra pessoa está preparando o café da manhã para ela. Torradas sem crostas ou talvez panquecas. Eu sinto que ela adora panquecas. Ler um livro na maior parte do dia e então… Essa é a primeira vez que alguém me faz essa pergunta. Estou um pouco perplexa. Acho que Maeve também adoraria sair com sua irmã mais nova, sua mãe e seu irmão. Isso seria muito bom, embora talvez bastante caótico. Acho que ela adora sair com a irmã mais nova. Depois comer pizza com Aimee para encerrar o dia. Esse seria o dia perfeito.

A terceira temporada de Sex Education já está disponível na Netflix.


Fonte: Buzzfeed
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil




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