Emma Mackey concedeu uma pequena entrevista ao site francês Madame Figaro. Confira:

Ela interpreta a menina rebelde do ensino médio com tanta convicção na série Sex Education – cuja terceira temporada estreou em 17 de setembro na Netflix – que você quase esquece que Emma Mackey tem 25 anos. Por outro lado, não tínhamos dúvidas sobre o seu alcance como atriz, que enriquece no cinema com uma personagem livre, forte e independente. Em Eiffel, nos cinemas a partir de 13 de outubro, ela respira a modernidade necessária em Adrienne, uma mulher romântica e vanguardista que teria inspirado o famoso engenheiro a criar sua lendária torre. Nascida em Le Mans – pai francês, mãe britânica -, mas morando na Inglaterra há sete anos, a atriz faz sua primeira incursão no cinema francês com este blockbuster. Certamente não o último.

Você esperava atuar em um filme francês?

Claro, este país é metade de mim! Mas vibrei especialmente por essa história, por esse amor impossível e por minha personagem, que vemos crescer e evoluir. Mas também era preciso corresponder à ambição do projeto e ao que ele implica.

Por exemplo?

Com um filme dessa magnitude, o foco está no que você faz e diz. E embora me expressar por meio de uma personagem não me assuste, falar em meu nome não é tão fácil.

Como surgiu sua vocação para atriz?

Quando criança, eu era bem discreta na escola, mas em casa fazia um show para a família. Minha família do lado inglês, amava arte: líamos em inglês, ouvíamos BBC, minha mãe e meus avós faziam teatro amador… Eu amava Emma Thompson, a quem devo meu primeiro nome, e na França onde morei, via a Inglaterra como um paraíso, através de um filtro rosa. Quando me mudei para lá para estudar literatura na Universidade de Leeds, conheci pessoas que buscavam uma carreira como ator e as segui até Londres. Meu professor então me recomendou ao meu agente, que me inscreveu para castings. Depois de seis meses, Sex Education chegou.

Como a série mudou sua vida?

Em tudo, mas só percebi recentemente. Finalmente tive tempo de me acalmar e tudo voltou para mim como um bumerangue, principalmente a ansiedade. Mesmo que eu ame essa série, eu fiquei com medo de ser associada apenas à minha personagem, Maeve, e que me ofereceriam apenas papéis de adolescente. Eu estava errada.

Quais são suas aspirações hoje?

Quando eu tiver mais experiência, gostaria de levar um projeto do início ao fim. Escrever e dirigir é ter controle sobre o que você quer contar. Eu aspiro a outros papéis tão fortes como Maeve, Adrienne ou Emily Brontë, que interpretei no próximo filme biográfico de Frances O’Connor. Não quero papéis femininos que existam apenas por intermédio de outros.

As diretoras francesas inspiram você?

Sim. Maïwenn, cuja busca pela verdade eu admiro.

E você pretende voltar a morar na França?

Com certeza. No momento, é muito melhor para mim estar em um continente só. De qualquer forma, eu tenho projetos de filmes por aqui.


Fonte: Madame Figaro
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Categorias: Eiffel Entrevista
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