Emma Mackey concedeu uma entrevista para o site Condé Nast Traveller para falar sobre viagens, lugares preferidos e mais. Confira:

Onde foi o último lugar que você visitou?

Córsega. Fiquei na França durante a pandemia – sou metade francesa e meus pais vivem no campo aqui; é onde nasci e fui criada, por isso tive permissão legal para viajar para a ilha. Assim que cheguei, senti uma força encorajadora vindo do solo. É rochoso, com praias deslumbrantes, e os habitantes locais são extremamente orgulhosos de suas terras, então eles realmente as protegem.

Como foi passar o lockdown na França?

Ótimo. Originalmente, eu deveria ficar em Paris apenas por três dias em março, mas tive a infelicidade de ter minha bolsa roubada, com meu passaporte e tudo dentro dela. Então o lockdown foi anunciado e eu permaneci no país. Era para ser – eu não passava tanto tempo assim com meus pais ou em casa por um longo período.

Onde no mundo você se sentiu mais feliz?

Quando eu tinha cerca de 14 ou 15 anos, fui ao acampamento de escoteiros na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, logo abaixo de Gap, onde fazíamos caminhadas pelas montanhas. Eu fico muito emocionada com os picos; eles me emocionam. Mesmo sendo jovem, lembro de me sentir realizada lá. Os últimos meses mudaram totalmente minha perspectiva de como quero viver minha vida: me concentrando em coisas essenciais e significativas. Para mim, isso é família e estar na natureza. Estou fazendo o melhor que posso para estar rodeada de vegetação o máximo possível.

Um destino que mais correspondeu ao hype

Amsterdã. Fiquei lá apenas alguns dias, mas economizei todas as minhas moedas para ir. Gostei da agitação, das bicicletas e de como parecia ser limpo e seguro. Adorei que as pessoas deixavam as portas abertas e não se preocupavam em serem roubadas. Além disso, Nova York é exatamente como você a imagina. Eu me senti como se estivesse em um filme – o vapor saindo das calçadas, todos os táxis amarelos… A cidade é tão vasta e tem muitos bolsões, então cada um pode encontrar sua própria área.

Descreva sua visão favorita

No extremo sul da Córsega, olhando para o Mar Mediterrâneo e o norte da Sardenha, e passando por seus parques regionais – de tirar o fôlego. Encontrei um riacho secreto nas montanhas, sem ninguém por perto, e não conseguia acreditar que fosse real.

O que você coloca na bolsa primeiro?

Vou dizer fones de ouvido, porque ouço música o tempo todo. O que estou ouvindo agora? Antes disso, era clássico, porque eu estava escrevendo e-mails – sempre que estou fazendo a parte administrativa, preciso estar focada, então pensei que uma sonata ajudaria. E eu sempre levo meus perfumes. Eu tenho alguns diferentes que eu passo em camadas – é o meu estilo.

Por qual caminho você mais viajou?

O trem de London Paddington para Cardiff Central para filmar Sex Education é minha rota mais usada durante quatro meses do ano. E de Londres a Paris no Eurostar – ainda sinto um frio na barriga quando chego nas duas pontas. Acho emocionante viajar para qualquer lugar; não é uma transação comercial para mim, mesmo que seja para trabalho. Adoro estar em movimento e usar minha liberdade para ir para um novo destino.

O hotel mais inteligente em que você já se hospedou?

Lacoste me levou a Paris para o Aberto de Tênis de Roland-Garros no ano passado e me hospedou no Brach por uma noite. Chorei quando entrei na sala porque nunca tinha visto nada parecido. Tinha um panorama de 360 graus da cidade, da torre Eiffel – o que foi maravilhoso porque eu estava começando a me preparar para o filme Eiffel – até o Sacré-Cœur.

Uma pessoa interessante que você conheceu no exterior?

Gostaria de ter viajado para o Peru e falado com um xamã nas montanhas, mas não viajei. Adoro os momentos intermediários em que você conversa com as pessoas – um motorista com a história de vida mais incrível ou alguém em um mercado que tem uma boa energia – e você se sente verdadeiramente conectado a eles naquele instante. Essas experiências são enriquecedoras e nutritivas.

Uma lembrança de um feriado na infância

Eu costumava visitar Devon todos os anos com minha família britânica do lado da minha mãe. Íamos para Budleigh Salterton em Sidmouth; algumas das minhas primeiras lembranças são de estar em uma praia de seixos com meus pais e irmãos. Pastéis da Cornualha vêm à mente – e pinheiros, passeios ao longo da costa, caravanas e muitos acampamentos.

Conte-nos sobre um ótimo lugar que você conhece

Há um restaurante em Belleville, Paris, chamado Le Grand Bain, que literalmente significa O Grande Banho. É um dos meus lugares favoritos. Eu sou vegana agora, então preciso voltar e ver se há alguma opção para mim, mas serve uma comida vegetariana excelente. São aperitivos franceses – sazonais, locais e frescos – com vinhos orgânicos naturais e uma atmosfera adorável.

A frase estrangeira que você usa com mais frequência?

Pode ser um palavrão? Eu digo joder – que é um palavrão comum em espanhol – o tempo todo porque uma das minhas melhores amigas é da Espanha. E há uma frase francesa, mêler l’utile à l’agréable, que significa unir o útil ao agradável, e acho que me resume muito bem. São os dois lados de mim: o lado prático, pragmático e de resolver problemas, e o lado agradável, curioso e faminto.

O que você gostaria de encontrar no seu mini-bar?

Não estou bebendo no momento, mas se estivesse, gostaria de cerveja de gengibre e vodca para fazer algum tipo de Moscow Mule. Se eles vierem em vidro, fico feliz. Qualquer coisa que não seja de plástico.

Como você relaxa?

Comecei a ler com mais frequência de novo, porque a universidade acabou com isso para mim por um tempo. Estou relendo O Morro Dos Ventos Uivantes; não é muito relaxante, mas estou prestes a interpretar Emily Brontë em um filme biográfico e quero voltar para aquele mundo gótico, setentrional e arenoso. E recentemente terminei 21 Lições Para o Século 21, de Yuval Noah Harari, que foi lindamente escrito. Eu também assisto documentários como Chef’s Table. Você precisa assistir o episódio de Jeong Kwan na Coreia do Sul. Ele é um monge budista incrível; a comida dele é tão calmante.


Fonte: Condé Nast Traveller
Tradução & Adaptação: Equipe Emma Mackey Brasil

Post arquivado em: 2020, Entrevista
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